Constantemente presente na mídia por seu governo ditatorial, Nicolás Maduro ganhou as manchetes do mundo inteiro neste sábado (3) após ser capturado pelos Estados Unidos, a mando de Donald Trump, e levado para Nova York, onde, junto com sua esposa, Célia Flores, será julgado por narcoterrorismo. Um dos nomes da extrema esquerda na América Latina, Maduro era conhecido durante seu tempo como chanceler de Hugo Chávez como uma pessoa fácil de lidar.
No poder há 12 anos, Maduro cumpria seu terceiro mandato antes de ser capturado pelos Estados Unidos. Em 2024, ele foi reeleito em eleições contestadas por observadores nacionais, isso porque impediu a opositora Maria Corina Machado de concorrer – ela era considerado o principal nome para vencer a disputa. Corina Yoris apareceu como uma alternativa, mas não conseguiu acessar o sistema de registro eleitoral por razões não especificadas. O que levou Edmundo González a ser a escolha da oposição para disputar o cargo com Maduro.
Nascido em Caracas, capital venezuelana, no dia 23 de dezembro de 1962, Nicolas Maduro veio de uma família da classe trabalhadora e ingressou no mercado de trabalho como motorista de ônibus no sistema do Metrô de Caracas logo após terminar o ensino médio, onde começou sua escalada ao poder com a fundação de um novo sindicato para representar os trabalhadores do Metrô de Caracas, no fim da década de 1970.
Sob liderança de Hugo Chávez – de quem era fiel aliado -, tornou-se militante do Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR-200), e em 1992, após a tentativa de golpe fracassada e a prisão de Chávez, Maduro ganhou fama pelo ativismo em favor da libertação do líder revolucionário. Dessa forma foi se firmando na política. Foi eleito deputado em 2000 e presidente da Casa em 2006.
Foi nomeado por Chávez ministro das Relações Exteriores, cargo que ficou até 2012. Em 2013, chegou à Presidência, após a morte de Hugo Chávez devido a um câncer. Antes de morrer, o ex-líder venezuelano havia pedido a população para votara em Maduro, que, posteriormente, tornou-se o 57º presidente da Venezuela ao derrotar Henrique Capriles em março daquele ano.
Desde o começo, seu governo foi marcado por polêmicas, crises econômicas, instabilidade política e isolamento internacional. Enfrentou em 2014 manifestações por causa de uma crise financeira, que levou os venezuelanos às ruas, e Leopoldo López, líder dos protestos, à prisão. Posteriormente, Antonio Ledezma, então prefeito de Caracas, também foi detido acusado de conspirar contra o governo.
Essas prisões políticas, fizeram a comunidade internacional voltar os olhos para Venezuela e fizeram o país ficar mais isolado internacionalmente, inclusive, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aliado de longa data de Maduro, se distanciou do ditado e não reconheceu sua vitória na última eleição. Observadores dos EUA, da Europa e da ONU também se recusaram a referendar os resultados eleitorais.
A maior tensão internacional do seu país sempre foi com os Estados Unidos, a qual Maduro culpava pelos problemas em seu país, afirmando ser alvo de “perseguição imperialista’. A tensão teve seu estopim no começou em agosto de 2025, no terceiro mandato de Donald Trump. O republicano começou uma guerra contra o narcotráfico nas águas do Pacífico, com explosão de embarcações que deixaram mais de 100 mortos. Trump passou a considerar Maduro como o chefe do Cartel de los Soles, e considerou o regime como ‘organização terrorista’.
Fonte: Jovem Pan News




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