Presidente brasileiro classifica captura de Maduro como “afronta gravíssima” e “precedente perigoso”; Itamaraty busca resposta diplomática para evitar escalada de violência na América do Sul.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu duramente à operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro neste sábado (03/01). Em declaração oficial em Brasília, Lula afirmou que os bombardeios e a prisão do líder venezuelano ultrapassam os limites da diplomacia internacional e resgatam “os piores momentos de interferência” na América Latina.
Diante da gravidade do episódio, o Palácio do Planalto convocou uma reunião ministerial de emergência para monitorar os reflexos na fronteira e definir o posicionamento do Brasil em fóruns internacionais, como a ONU.
🚩 Os Pontos Centrais do Pronunciamento de Lula
Lula baseou sua condenação em três pilares principais:
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Violação da Soberania: O presidente destacou que o ataque é uma “afronta gravíssima” e uma violação flagrante do direito internacional.
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Risco à Paz Regional: O petista alertou que a ação ameaça a preservação da América do Sul como uma zona de paz, abrindo espaço para um cenário de “caos e instabilidade”.
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Lei do Mais Forte: Criticou a postura unilateral de Donald Trump, afirmando que a força não pode prevalecer sobre o multilateralismo e o diálogo.
“Atacar países em flagrante violação do direito internacional é o primeiro passo para um mundo de violência, onde a lei do mais forte prevalece”, declarou Lula.
⚖️ Julgamento em Nova York
Enquanto o Brasil busca uma via diplomática, a Procuradoria-Geral dos EUA já definiu os próximos passos para o líder capturado. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, não serão mantidos em bases militares por tempo indeterminado:
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Destino: Serão encaminhados para um tribunal em Nova York.
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Acusação: Devem responder por crimes de narcoterrorismo, corrupção e violação de direitos humanos.
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Status: O governo Trump trata o caso como uma operação de aplicação da lei (law enforcement) em escala global.
🛡️ Reação Brasileira e Defesa da Fronteira
A reunião de emergência deste sábado também foca na segurança nacional. O Ministério da Defesa e o Itamaraty avaliam:
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Refugiados: O risco de uma nova onda migratória em massa fugindo do caos em Caracas para Roraima.
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Segurança na Fronteira: O reforço de tropas do Exército Brasileiro na região de Pacaraima para evitar incursões ou instabilidade direta.
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Articulação na ONU: O Brasil deve liderar, junto a outros países da região, um pedido de cessar-fogo e a exigência de que os EUA apresentem garantias de segurança para a população civil venezuelana.
Fonte: Jovem Pan News




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