Venezuela acusa EUA de atacar áreas civis e anuncia mobilização militar

Imagem do incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026. Fortes explosões, acompanhadas por sons semelhantes a sobrevoos de aeronaves, foram ouvidas em Caracas por volta das 2h (6h GMT) do dia 3 de janeiro, informou um jornalista da AFP. As explosões ocorrem em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, que enviou uma força-tarefa da Marinha para o Caribe, levantou a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela.

A Venezuela denunciou neste sábado (3) que os bombardeios dos Estados Unidos ocorridos em várias regiões do país, incluindo a capital, atingiram a população civil, ao mesmo tempo em que anunciou o “desdobramento massivo” de armas para a “defesa”.

“Forças invasoras (…) profanaram nosso solo sagrado nas localidades de Fuerte Tiuna, Caracas, nos estados Miranda, Aragua e La Guaira, chegando a atingir, com seus mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate, áreas urbanas de população civil”, disse o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López.

O general afirmou que estão reunindo “as informações referentes a feridos e mortos diante do ataque vil e covarde” dos Estados Unidos.

Fortes explosões ecoaram em Caracas por volta das 02h00 locais e fizeram tremer as janelas em muitos bairros, constataram jornalistas da AFP. Mais explosões foram registradas em outras cidades do país.

As detonações continuaram na capital por cerca de uma hora, ao mesmo tempo em que se ouvia o que parecia ser o sobrevoo de aeronaves.  Várias áreas da capital estão sem eletricidade.

“Vamos ativar” um “desdobramento massivo de todos os meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis. Sistemas de armas para a defesa integral”, acrescentou em um vídeo divulgado em suas redes sociais.

“Apresentamos a mais contundente denúncia à comunidade internacional e a todos os organismos multilaterais para que se condene o governo norte-americano pela flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional”, denunciou Padrino López.

*Com Agências Internacionais 

 

 

Fonte: Jovem Pan News

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