Plano Aeroviário Estadual quer conectar o interior, fortalecer o agronegócio e turbinar o turismo; Estado terá o dobro de aeródromos operando dia e noite.
Mato Grosso do Sul está no meio de uma decolagem logística sem precedentes. O Governo do Estado anunciou um investimento total de R$ 250 milhões em infraestrutura aeroviária com prazo final em dezembro de 2026. A meta é audaciosa: passar de 7 para 15 aeródromos operando 24 horas (diurno e noturno), integrando áreas remotas como o Pantanal aos grandes centros econômicos.
Desde 2023, R$ 140 milhões já foram aplicados, resultando na reativação de oito aeródromos que estavam inoperantes. Agora, o foco se volta para a modernização tecnológica e a expansão de pistas.
✈️ Principais Projetos para 2026
O cronograma de obras para este ano e o próximo contempla desde a capital até os novos polos industriais e turísticos:
-
Aeroporto Santa Maria (Campo Grande): Receberá R$ 40 milhões para ampliação e melhorias, consolidando-se como alternativa estratégica ao Aeroporto Internacional.
-
Corredor do Pantanal: Implantação dos aeródromos de Porto São Pedro e Nhecolândia (R$ 30 milhões), fundamentais para o turismo de luxo e o combate rápido a incêndios florestais.
-
Iluminação Noturna (R$ 24 milhões): Instalação de balizamento em 8 cidades (Porto Murtinho, Inocência, Paranaíba, Coxim, Naviraí, Maracaju, Nova Andradina e Jardim).
-
Novas Unidades: Projetos para novos aeródromos em cidades estratégicas como Ribas do Rio Pardo (Vale da Celulose) e Amambai.
📊 MS vs. MT: Eficiência Logística
A eficiência do plano estadual foi destacada pela Superintendência de Logística através de um comparativo de densidade aeroviária:
-
Mato Grosso (MT): 1 aeródromo a cada 36 mil $km^2$.
-
Mato Grosso do Sul (MS): 1 aeródromo a cada 18 mil $km^2$.
Essa densidade maior significa que o produtor rural, o empresário e o turista em MS estão, em média, duas vezes mais perto de uma pista de pouso qualificada do que no estado vizinho.
💼 Impacto no Mercado e Turismo
Para o governador Eduardo Riedel, o investimento não é apenas em “asfalto e luz”, mas em prosperidade:
-
Turismo: Facilita o acesso direto ao Pantanal e Bonito para aeronaves particulares e táxis aéreos.
-
Negócios: Atrai executivos das novas indústrias de celulose e citricultura que demandam mobilidade rápida.
-
Segurança: Melhora o tempo de resposta para remoções aeromédicas e segurança pública.
“O que estamos construindo é uma malha aeroviária que conecta o Estado por terra e pelo ar, fortalece o interior e prepara MS para crescer de forma moderna”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Guilherme Alcântara.




Comentários