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INTERNACIONAL

EUA dizem que captura de Maduro é ‘aplicação da lei’ em reunião na ONU

05/01/2026 às 17:31
3 min de leitura
Mike Waltz

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O representante dos Estados Unidos na reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para debater as ações do país norte-americano na Venezuela, Mike Waltz, afirma que a captura de Nicolás Maduro é “aplicação da lei”. “Ele é responsável por ataques contra o povo dos Estados Unidos, por desestabilizar o Hemisfério Ocidental e por reprimir de forma ilegítima o povo da Venezuela. Não há guerra contra a Venezuela ou contra seu povo. Não estamos ocupando um país. Trata-se de uma operação de aplicação da lei para dar cumprimento a denúncias legais que existem há décadas”, disse.

Segundo ele, o país obteve sucesso na operação contra dois fugitivos da Justiça dos Estados Unidos: “o narcoterrorista Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores”. No encontro da ONU, o embaixador insistiu em dizer que os EUA prenderam um narcotraficante que agora responderá a julgamento em território norte-americano pelos crimes que cometeu os cidadãos norte-americanos nos últimos 15 anos.

Ele comparou a ação a prisão de Manuel Noriega, em 1989, quando o presidente do Panamá foi condenado por um júri em Miami, nos EUA por tráfico de drogas. “Os povos panamenho e norte-americano ficaram mais seguros por isso. Inequivocamente, a região também se tornou mais estável”, indica.

Waltz reforça que Maduro não seria um presidente legítimo, pois teria manipulado as eleições. De fato, os últimos pleitos no país receberam críticas de observadores internacionais por falta de dificuldade de acesso aos resultados oficiais e acusações de manipulação. Não à toa, diversos países se recusaram a aceitar e até hoje questionam os resultados.

O embaixador repete a tese de que Maduro é o chefe de uma “violenta organização terrorista estrangeira, o Cártel de los Soles”. “O grupo patrocinado pelo regime coordena e depende de outras organizações criminosas brutais para cumprir o objetivo de usar drogas ilegais como arma contra os Estados Unidos”, diz

“Esses criminosos terrorizam, cometem crimes brutais, incluindo assassinatos, sequestros, extorsões e tráfico de pessoas, drogas e armas. Esta administração, sob o presidente Trump, não tolerará isso.”

Sob o escudo de defesa dos direitos humanos no Hemisfério Ocidental, o embaixador afirmou que os EUA não permitirão que a região seja utilizada como base de operações por adversários, competidores e rivais dos Estados Unidos. “Não se pode transformar a Venezuela em um centro operacional para o Irã, para o Hezbollah, para gangues, para agentes de inteligência cubanos e outros atores que controlam aquele país”, afirma. “Não se pode permitir que as maiores reservas de energia do mundo fiquem sob o controle de adversários dos Estados Unidos, de líderes ilegítimos, sem beneficiar o povo venezuelano e sendo saqueadas por um pequeno grupo de oligarcas”.

A intenção das ações na Venezuela, ele diz, são para trazer um futuro melhor e mais seguro ao país. “É por isso que milhões de venezuelanos que fugiram desse regime brutal estão celebrando e comemorando em todo o mundo”, alega. “O presidente Trump deu uma chance à diplomacia. Ofereceu a Maduro diversas saídas. Tentou reduzir as tensões. Ele se recusou a aceitá-las”, afirma Waltz. “Os EUA não recuarão em suas ações para proteger os americanos do flagelo do narcoterrorismo”.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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