Premiê da Dinamarca diz que ataque à Groenlândia seria o fim da Otan

Groelândia

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, assegurou na segunda-feira (5) que ataque dos Estados Unidos à Groenlândia seria o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Se um país da Otan atacar outro país da Otan, tudo acabará, incluindo a nossa Otan e, consequentemente, a segurança que ela tem proporcionado desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, opinou.

Nesta terça-feira (6), o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, reiterou Copenhague vai reforçar a defesa na Groenlândia e a presença da Otan nesta ilha ártica, em meio às novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a necessidade de se apropriar deste território autônomo da Dinamarca por questões de segurança nacional.

“Vamos reforçar nossa presença militar na Groenlândia, mas também haverá um maior foco da Otan com mais manobras e uma maior presença da Otan. Isso significa que estamos com os americanos nisso”, disse Poulsen, referindo-se às críticas de Washington sobre a falta de investimentos dinamarqueses na defesa desta ilha ártica.

O governo dinamarquês anunciou há um ano que destinaria 15 bilhões de coroas (cerca de 2 bilhões de euros) para comprar três novos navios, mais drones e melhorar a capacidade de seus satélites na região. Desde domingo, a Dinamarca tem recebido manifestações de apoio de instituições e líderes europeus, às quais se juntou nesta terça-feira uma declaração conjunta com os líderes dos governos de outros seis países (Espanha, França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Polônia) defendendo a soberania da Groenlândia.

A Groenlândia tem uma população de cerca de 57.000 habitantes em 2,1 milhões de quilômetros quadrados e depende das receitas da pesca e da ajuda econômica anual da Dinamarca, que cobre cerca de metade do seu orçamento.

*Com informações da EFE

Fonte: Jovem Pan News

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