Segunda-feira, 2 de Março de 2026
Menu
INTERNACIONAL

Prisão de Nova York onde Maduro está detido tem reputação sombria

06/01/2026 às 05:39
3 min de leitura
Um veículo do Departamento de Polícia da Cidade de Nova York (NYPD) está estacionado em frente ao Centro de Detenção Metropolitano no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York, onde o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido em 5 de janeiro de 2026. O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo em um tribunal de Nova York na segunda-feira, dois dias depois de ser sequestrado por forças americanas em uma operação surpreendente em sua casa em Caracas. Maduro, de 63 anos, disse a um juiz federal em Manhattan que havia sido "sequestrado" da Venezuela e afirmou: "Sou inocente, não sou culpado", informou a mídia americana.

Anuncie Aqui

A prisão federal do Brooklyn, onde o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, estão detidos desde o último sábado, é alvo de críticas por suas instalações antigas, problemas persistentes de acesso a atendimento médico, episódios de violência e uma supervisão deficiente.

O juiz que preside o julgamento por narcotráfico contra Maduro e Cilia ordenou que ambos permaneçam nessa prisão até nova ordem. Antes deles, o local abrigou o ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, acusado de narcotráfico e indultado pelo presidente Donald Trump.

Entre outros detentos famosos, a prisão abrigou o rapper P. Diddy e Ghislaine Maxwell, cúmplice do magnata Jeffrey Epstein, que morreu atrás das grades.

Única prisão de Nova York para detentos à espera de julgamento ou transferência, o Metropolitan Detention Center (MDC) fica no sul da cidade e é uma das maiores prisões desse tipo nos Estados Unidos, com capacidade para cerca de 1.600 pessoas.

Durante um inverno rigoroso em 2019, o MDC sofreu durante uma semana um apagão que afetou os sistemas de calefação e eletricidade. No verão de 2024, dois detentos foram mortos a facadas por outros presos.

Em março de 2025, a Justiça acusou 25 pessoas – detentos, colaboradores externos e um ex-guarda – em uma série de casos de contrabando e violência. Em várias ocasiões, juízes de Nova York criticaram a falta de acesso de detentos a atendimento médico, condições indignas e problemas de corrupção.

Recentemente, autoridades começaram a conduzir ao local pessoas em situação migratória irregular. “O MDC do Brooklyn é um desastre sombrio e desumano que não deveria ter lugar na aplicação das leis migratórias”, declarou em agosto Daniel Lambright, assessor da União de Liberdades Civis de Nova York (NYCLU).

*Com AFP 

 

Fonte: Jovem Pan News

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias