Médico diz que lesões na cabeça de Bolsonaro ‘não são preocupantes’

O ex-presidente Jair Bolsonaro fez uma aparição de cerca de 20 minutos na manhã desta quinta- feira, 11 de setembro de 2025, em frente à casa onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasí­lia

O cardiologista Brasil Caiado informou nesta quarta-feira (7) que a lesão do ex-presidente Jair Bolsonaro “não é preocupante”. O ex-chefe do Executivo sofreu um acidente na madrugada de terça-feira (6) em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Em entrevista a jornalistas, o médico disse que foram feitos três exames (tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma) que atestaram o diagnóstico de traumatismo craniano leve.

Em boletim, o corpo médico que atendeu Bolsonaro nesta quarta, no Hospital DF Star, em Brasília, relatou que foi constatado “leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica”. O ex-presidente seguirá com “os cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente” presente na Superintendência da PF.

Aos jornalistas, Caiado disse que, ao conversar com Bolsonaro, entendeu que o ex-presidente não deve ter caído da cama e bateu a cabeça em um móvel, como foi divulgado anteriormente. O médico informou que o ex-chefe do Executivo apresentou um “déficit de memória” e não se lembrou exatamente como ocorreu o acidente.

Somado à avaliação das lesões, o cardiologista acredita que o provável é que Bolsonaro tenha se levantado e depois caído. O cardiologista explicou que a “interação de medicamentos” usados para tratamento dos soluços pode ter causado tontura e desequilíbrio que resultou no acidente. Também ponderou que não pode suspender o tratamento por causa das crises.

O médico disse que, na manhã desta quarta, Bolsonaro estava “estável”, mas disse que os quadros de tontura, desequilíbrio e perda de memória “chamaram a atenção”. “Penso que nesse momento temos que fazer um acompanhamento juntos, compartilhado, porque não estamos lá”, declarou Caiado sobre um trabalho em conjunto com a equipe médica da Superintendência da PF.

Perguntado por jornalistas, Caiado descartou que a origem das lesões em Bolsonaro tenha sido resultado de ação violenta contra ele.

Fonte: Jovem Pan News

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