Humilhado por Trump e desentende de cubanos, Rubio dá a volta por cima e assume papel crucial na crise da Venezuela

Marco Rubio

Primeiro secretário de Estado hispânico dos Estados Unidos, Marco Rubio vive um momento crucial em sua carreira política desde a prisão do líder venezuelano deposto Nicolás Maduro: administrar os assuntos de um dos países mais complexos da região à distância. Quando convocou uma coletiva de imprensa para reivindicar a responsabilidade pelo ataque na Venezuela, o presidente americano, Donald Trump, dirigiu-se a Rubio diversas vezes, pedindo explicações sobre os próximos passos.

Isso adiciona uma carga extra para o político de 54 anos que, além de chefiar a diplomacia americana, também é conselheiro de Segurança Nacional na Casa Branca, onde frequentemente passa mais tempo do que no próprio Departamento de Estado. Apesar da aparente confiança de Trump em Rubio, o secretário de estado tem o cuidado de, em público, dar todo o crédito a Trump.

Essa relação dos dois nem sempre foi assim. Nas primárias republicanas de 2016, ele foi humilhado, mas agora, é fiel ao seu estilo imprevisível, o mantém como um de seus principais conselheiros. “Todos em Washington falam, mas ninguém age como este presidente”, exclamou Rubio. Quando Trump lhe pediu para realizar uma grande reforma no Departamento de Estado, começando pela ajuda externa, ele não hesitou em usar as tesouras. Rubio não tem medo de quebrar paradigmas, como quando realizou uma coletiva de imprensa quase inteiramente em espanhol no Departamento de Estado no final de 2025.

Sempre que é questionado se concorrerá como candidato republicano em 2028, ele responde vez ou outra que a decisão já foi tomada e que o candidato será o vice-presidente JD Vance. Uma coisa em que ele parece não ceder é a exigência de uma transição política em Cuba, país que seus pais deixaram antes da Revolução de 1959, justamente para fugir da ausência de democracia.

Mas antes de alcançar uma mudança em Cuba que doze administrações presidenciais não conseguiram, ele precisa enfrentar seu desafio mais decisivo até agora: redirecionar a Venezuela, um país enorme que está quase falido economicamente.

*Com informações da AFP

Fonte: Jovem Pan News

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