Parlamentares da oposição reagiram nesta quinta-feira (8) ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, que reduziria penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro. Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto, afirmou qem nota que o veto “desconsidera a construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superadas”. Também considerou que a medida é um sinal perigoso “de que o Brasil não busca a paz institucional, mas o confronto permanente’.
“Estou trabalhando para derrubar esse veto e contribuir para a pacificação institucional do Brasil, com firmeza, responsabilidade e compromisso com a democracia”, afirmou Paulinho. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, publicou nas redes sociais um tecto afirmando que “o Brasil está vivendo um estado de exceção silencioso.” Também afirmou que o veto é um recado político, e que “rasga a vontade soberana do Parlamento.”
NOTA PÚBLICA
O veto ao PL da Dosimetria não é um detalhe jurídico.
É um recado político.
É a confirmação de que o poder decidiu manter a pena como instrumento de intimidação.Lula vetou para preservar um sistema onde a lei deixa de ser parâmetro e passa a ser ferramenta. Onde a…
— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) January 8, 2026
Onyx Lorenzoni (PL-RJ), deputado federal, declarou que a decisão de vetar a dosimetria no dia 8 aniversário de três anos dos atos em Brasília, foi “cruel” e “calculada”. Também afirmou que o governo governa pela vingança.
Lula acaba de vetar o projeto de dosimetria penal que foi aprovado pelo Congresso Nacional e que tinha como objetivo tentar reduzir as penas dos presos políticos. E escolheu fazer isso exatamente hoje, 8 de janeiro de 2026, exatos 3 anos após a farsa que foi arquitetada para… pic.twitter.com/JvQoYMxooo
— Onyx Lorenzoni 🇧🇷 (@onyxlorenzoni) January 8, 2026
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, também falou em vingança. “O que se assiste não é Justiça, é vingança; não é democracia, é exceção permanente; não é Estado de Direito, é o verdadeiro negacionismo em sua essência!”
Um golpe que nunca existiu, uma perseguição suprema jamais vista na história do Brasil e leis sumariamente ignoradas, inclusive quando comorbidades graves são expostas. Tudo isso sob o silêncio cúmplice das instituições que deveriam zelar pela Constituição, pelos direitos humanos…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 8, 2026
Flavio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro também falou em perseguição política e que irá trabalhar para derrubar o veto na primeira sessão do Congresso de 2026.
Lula é um produto vencido, movido a ódio e ideologia.
Até agora não disse uma única palavra sobre os chefes de facções que não retornaram à cadeia durante a última saída temporária de Natal.
Enquanto isso, criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil.… pic.twitter.com/DGtQynYfM0
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 8, 2026
Rogério Marinho (PL-RN) líder da oposição no Senado, chamou as pessoas detidas pelo 8 de Janeiro de “presos políticos” e acusa o PT de precisar do “mito do “golpe” que não houve. Precisa dessa farsa para encobrir o fracasso de um governo sem ideias, sem rumo e sem novidades, que afunda o Brasil enquanto vive do passado”.
NOTA PÚBLICA
Lula escancara sua hipocrisia ao vetar qualquer iniciativa de redução de penas para os condenados de 8 de janeiro. Ele e os seus, que foram anistiados no passado, agora se recusam até mesmo a discutir clemência. Falta-lhes a grandeza que tiveram líderes da história…
— Rogério Marinho🇧🇷 (@rogeriosmarinho) January 8, 2026
Fonte: Jovem Pan News




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