A Esquerda defende Direitos Humanos? Acorda Brasil
A QUEDA… Caiu o patife de Caracas. Caiu aquele que se fez dono de um povo que já foi livre e próspero. Caiu um dos maiores bandidos que o nosso século viu. E não falo do que sinto, falo dos números que os senhores de Genebra e de Nova Iorque, da ONU e dos Direitos Humanos, eternizaram em papel documentado. Falo das quase 8 MILHÕES de almas que tiveram de fugir da sua própria terra, mais de 20% de um povo inteiro, para não morrerem à fome! Falo dos 75% da população que emagreceram, em média, 8 quilos, porque a comida se tornou um luxo de poucos. Falo de um país onde 94% das pessoas vivem na pobreza. Com os filhos a chorar de fome, sem um pedaço de pão para lhes dar. Conseguem imaginar!? Eu não. E se tento imaginar, choro. E por quê? Porque o senhor Maduro, esse grande comunista, preferiu armar as suas milícias e mandar matar quem se lhe opunha. A ONU fala em quase 7.000 execuções extrajudiciais em apenas ano e meio. Sim, leram bem, SETE MIL VIDAS ceifadas numa total violação dos Direitos Humanos!
Desde 2014, foram mais de 17.000 as detenções por motivos políticos. Dezassete mil homens e mulheres tratados como lixo. Mas, na sua arrogância habitual, o patife cometeu um erro! E que erro… Achou que podia brincar com quem não teme nem o próprio diabo… Meteu-se com Donald Trump. E quem brinca com o fogo, queima-se. Trump, com a sua ousadia sem precedentes num líder da maior economia mundial, fez o que a diplomacia dos fatos engomados nunca conseguiu. Lançou um ataque silencioso e capturou o ditador e a sua mulher. E lá foram eles, pelos ares, para longe da terra que eles próprios escravizaram, torturaram e destruíram. Um dia de esperança para o povo venezuelano, que agora pode sonhar em voltar a ter pão na mesa e um pouco de paz. Além de ditador sanguinário, parece que era mesmo um dos maiores narcotraficantes do planeta. Que tenha um julgamento justo e que pague pelo mal que fez. Que a sua queda sirva de lição a todos que por aí andam, a pensar que são donos do mundo.
“Quando um tirano cai, a humanidade levanta-se”. (Paulo Costa)
A INTERVENÇÃO na Venezuela deu à esquerda brasileira a chance de se manter coerente com a sua incoerência. Hugo Chávez governou o país por 14 anos, desde sua eleição em 1998 até sua morte em março de 2013. Nicolás Maduro mandou por outros 13 anos. Um mesmo grupo político evitou a alternância de poder cometendo fraude eleitoral e violência contra os opositores. Em todo esse período, o Brasil – a maior parte deste tempo com o PT no poder – passou pano para os ditadores. Se a maior potência regional não tivesse ficado “fazendo média” com o regime e houvesse condenado a fraude eleitoral como fizeram os EUA e a União Europeia, talvez a situação não tivesse chegado a este ponto. Mas o Brasil encolheu-se. Por ideologia, amizade entre os líderes e outras cositas más, o PT e seus governos continuaram apoiando os ditadores de Caracas. Apoiando uma imoralidade absurda e ficando a reboque da História. Nicolás Maduro se manteve no poder – sempre em nome da democracia – quando, na verdade, seu governo era uma máquina criminosa.
Quando os EUA fizeram a intervenção, muitos disseram que “dois erros não fazem um acerto” – mas por que não se incomodaram com o erro original? Para a esquerda, “ditador ruim” é ditador de direita; os de esquerda sequer merecem esse nome. (Fidel Castro só não é idolatrado hoje nas universidades brasileiras porque já morreu, mas para muita gente deixou saudade.) Como é que gente que lutou contra a ditadura militar no Brasil tem estômago para defender a ditadura venezuelana? Como é que gente que temia uma ditadura de Bolsonaro pode passar pano para um Maduro? Há, sim, a discussão legítima sobre a real motivação dos EUA, a violação de leis internacionais, e o fato de que o presidente eleito Edmundo González deveria ser empossado imediatamente – legitimando as últimas eleições. Mas, aqui, mais uma vez, convém escolher o realismo em vez da hipocrisia. Maravilhosa enquanto conceito, o fato é que a chamada “soberania nacional” não existe faz tempo na Venezuela. O mundo ideal não existe – e nos últimos anos isso ficou ainda mais claro. (João Luiz Mauad)
OS VENEZUELANOS não estão preocupados com a soberania. Estão extasiados, isso sim, pois um ditador carniceiro e narcotraficante finalmente teve o que merecia. A Venezuela e o mundo estão melhores com sua queda – para a qual, infelizmente, o Brasil não contribuiu. Mas os eventos recentes oferecem a Brasília a chance de aprender uma outra lição, talvez mais útil: em todo lugar onde a ideologia foi usada para relativizar ou proteger o crime, as coisas agora podem mudar de repente. Vários governos latinoamericanos – alguns democráticos, outros ditatoriais – já são ligados ao narcotráfico e a outros tipos de crime organizado. Neste sentido, os eventos de hoje trazem alento e esperança para além da Venezuela! Ah, e o discurso ‘bonito’ para relativizar a prisão de Maduro: a velha narrativa de que tudo é petróleo. Como se isso fosse uma grande revelação moral. A Venezuela possui uma das maiores reservas mundiais, mas o seu povo sobrevive com um salário mínimo que mal chega a 1 dólar por mês. Então o petróleo já vem sendo roubado há anos!
A pergunta essencial nunca foi quem quer o petróleo, mas quem se beneficia dele. Durante décadas, essa riqueza ficou concentrada nas mãos de uma elite política e militar (maduristas e aliados), enquanto a população era empurrada para a fome, o êxodo e a miséria. O petróleo não é mais da Venezuela faz tempo; serviu como instrumento de poder, controle e perpetuação de uma ditadura travestida de discurso social. Apontar interesses econômicos externos como se fossem novidade é desonestidade intelectual. Eles sempre existiram. A diferença é que, agora, esses interesses podem ter coincidido com o enfraquecimento de um regime que destruiu seu próprio país. Quando um ditador cai, não é o petróleo que perde, é o sistema de opressão que se rompe. Se Trump juntou o útil ao necessário, pouco importa para quem viveu sob escassez e medo. Libertar um povo e retirar recursos estratégicos das mãos erradas não são ideias opostas. O petróleo nunca foi o problema. O verdadeiro problema era quem o controlava e contra quem ele foi usado… Agora, um pouco do Brasil:
DIREITOS HUMANOS? Três anos após os acontecimentos do 8 de janeiro, três anos em que persistem os abusos cometidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afrontando princípios jurídicos fundamentais e abrindo precedentes perigosos para o Estado de Direito. Em defesa da democracia? Bruno Gimenes, mestre em Direito Penal, destaca que, mais do que a capacidade de escolher representantes, a principal característica da democracia é a autocontenção do poder abusivo por meio da preservação dos direitos fundamentais. “Entre esses direitos fundamentais estão o devido processo legal, o juiz natural, o direito de defesa e a presunção de inocência. Se violados pelo próprio Judiciário, então a democracia já não possui mecanismos de preservação e já não merece ser chamada como tal”, avalia Gimenes. O princípio do juiz natural, previsto na Constituição Federal, garante que cada pessoa seja julgada por um tribunal previamente competente, assegurando a imparcialidade. Nos processos do 8 de janeiro, essa regra foi ignorada:
O STF assumiu a competência para julgar os casos que deveriam tramitar na primeira instância, criando um tribunal de exceção. Para Gimenes, essa é a violação mais grave. “Isso foi feito com o intuito de controlar o resultado da investigação, ou seja, os procedimentos todos já nasceram contaminados de interesses inadmissíveis em um processo penal democrático, em que o juiz deve ser equidistante das partes. Durante a análise da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) pela suposta tentativa de golpe, os ministros do STF já indicavam claramente a intenção de condená-los. Daí o direito de defesa ser mero enfeite.” A falta de evidência da conduta individual dos acusados também viola o princípio da presunção de inocência, que estabelece que toda pessoa deve ser considerada inocente até que se apresentem provas em contrário. Diversos réus se viram obrigados a provar que não cometeram crime, invertendo o ônus da prova. Cabe ao acusador comprovar a prática do crime, não o réu, que passou a ter de provar sua inocência!? Isso é muito básico no Direito, mas…
QUE JUSTIÇA? A estudante de medicina Roberta Jéssyka, por exemplo, comprovou por imagens que apenas caminhou e rezou dentro do Senado. Mesmo assim, o STF condenou Roberta a 14 anos de prisão! Por essas e outras, o evento de Lula “em homenagem ao 8 de janeiro” foi um ato esvaziado, prestigiado quase exclusivamente por ministros do governo e aliados da esquerda. Nunca antes na história deste país a “defesa da democracia” foi um slogan tão vazio, hipocritamente usado para justificar ilegalidades absurdas. Independente de ser de esquerda ou de direita, qualquer um que tem o mínimo de honestidade já percebeu isso. Por exemplo, quando Alexandre de Moraes (para variar) injustificadamente demora para autorizar atendimento hospitalar a Jair Bolsonaro, que havia sofrido uma queda na Polícia Federal. Bolsonaro está com tonturas, tem labirintite, apneia do sono, refluxo, está tomando medicamentos para controlar a musculatura dos soluços, tem problemas no trato intestinal, está convalescendo de duas cirurgias no abdômen, na região inguinal…
Se fosse qualquer outro (um traficante ou um corrupto, por exemplo), já teriam concedido prisão domiciliar, mas como é o inimigo político, aí fazem o que fazem? Democracia? Um outro caso absurdo é o da prisão de Filipe Martins… Primeiro, Martins foi investigado e condenado porque estaria em uma reunião, da qual não participou. Depois, foi preso porque teria desembarcado nos Estados Unidos, quando na verdade desembarcou em Ponta Grossa. Ficou na solitária, porque se negou a fazer delação. Mais recentemente, ele saiu da tornozeleira à prisão domiciliar, porque Silvinei Vasques fugiu para o Paraguai, ou seja, pagou pelo que outro fez!? Agora, foi recolhido a um presídio novamente, porque um coronel da FAB, chamado Ricardo Wagner Roquetti, disse que Martins tinha acessado o LinkedIn dele. Mas a plataforma informa que Filipe Martins não fez isso. Quando Bolsonaro tem uma queda e pede para ir para o hospital, Moraes exige primeiro o laudo médico; mas para mandar prender Filipe Martins, não pediu nada!? E agora, vai fazer o quê? E esse coronel da reserva, vai explicar como? (Alex Garcia)
Fonte: Dourados News




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