A Venezuela anunciou, nesta segunda-feira (12), a libertação de 116 presos políticos como parte de um lento processo de solturas anunciado na semana passada, após o bombardeio dos Estados Unidos e a captura do presidente deposto, Nicolás Maduro.
A oposição e as ONGs especializadas, no entanto, relatam números inferiores. Os familiares permanecem angustiados dia e noite em frente às prisões, na esperança de estarem entre os beneficiados.
O Ministério do Serviço Penitenciário informou em um comunicado que “essas medidas beneficiaram indivíduos privados (de liberdade) por atos associados a perturbar a ordem constitucional e atentar contra a estabilidade da nação”.
A ONG Foro Penal informou que durante a madrugada desta segunda-feira houve 24 solturas, entre elas a de dois italianos. A oposição comunicou a libertação de uma liderança da juventude.
“Recebo com alegria e satisfação a libertação dos compatriotas Alberto Trentini e Mario Burlò, que estão seguros na Embaixada da Itália em Caracas. Falei com eles e um avião já partiu de Roma para trazê-los de volta para casa”, celebrou no X a primeira-ministra, Giorgia Meloni, ao agradecer ao governo da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Um policial preso em dezembro sob a acusação de traição à pátria morreu no sábado sob custódia.
Grupos de direitos humanos estimam que há entre 800 e 1.200 presos por razões políticas na Venezuela.
As libertações foram anunciadas na quinta-feira passada sob pressão do presidente Donald Trump, que afirma estar “no comando” do país após depor Maduro. Trump elogiou o processo de libertações “em grande estilo”.
*Com informações da AFP
Fonte: Jovem Pan News




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