Bebê internada após consumir fórmula tem apenas dois meses

Bebê internada após consumir fórmula tem apenas dois meses

A bebê que foi internada em um hospital particular com quadro de intoxicação após o consumo de fórmula infantil, tem apenas dois meses de idade e o estado de saúde dela é considerado ‘crítico’, segundo a Vigilância Sanitária de Dourados. A suspeita é de que o caso esteja associado à ingestão de produto presente em um dos lotes que teve a comercialização, distribuição e uso proibidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância de Vigilância Sanitária).

Diante desse caso local, o município reforçou a fiscalização para orientar estabelecimentos sobre a resolução nº 32/2026, publicada pela Agência no dia sete de janeiro. Em dois dias, foram visitadas 23 empresas. Parte dessas chegaram a receber lotes alvos da proibição, mas na maioria não tinha disponíveis para venda. Entre as farmácias, nenhuma tinha produto proibido nas prateleiras. Já em um supermercado da cidade, foi encontrado um dos itens em gôndolas.

“Nós reforçamos ainda mais a nossa fiscalização, orientando todos os proprietários para que retirem esses lotes das suas prateleiras, das suas gôndolas, para que situações como essa não venham mais ocorrer aqui no nosso município”, afirma gerente da Vigilância Sanitária de Dourados, Diego Victor de Freitas Mesquita.

Com relação aos pais que já compraram as fórmulas infantis, é importante que verifiquem o lote descrito no rótulo do produto. “É bom que eles entrem no site da Anvisa, porque lá tem todos os lotes, e verifiquem se o produto que eles têm em casa está nessa lista que foi publicada pela resolução da Anvisa. Se tiver, a orientação é que não consuma esse produto”, alerta o gerente.

QUAIS SÃO OS LOTES?

Estão incluídos no recall somente os lotes especificados pela Anvisa das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, fabricadas pela Nestlé Brasil. O consumidor que busca informações sobre troca ou devolução, deve entrar em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da fabricante, cujo contato está descrito na embalagem. A medida não tem impacto sobre os demais produtos desses mesmos selos da empresa.

Consumidor pode verificar lotes no site da Anvisa e buscar informações sobre devolução ou troca do produto, no SAC da Nestlé – Foto: Divulgação / Assecom Prefeitura

Conforme divulgado na manhã desta terça-feira, dia 13, pela vigilância municipal, a Anvisa teria tomado essa decisão em caráter preventivo após identificação do “risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus”. Já a fabricante teria informado que “o recolhimento dos produtos é voluntário e ocorre em âmbito global, após a detecção da toxina em um ingrediente proveniente de um fornecedor internacional de óleos terceirizados, utilizado em uma fábrica localizada na Holanda”. 

A ingestão de alimentos contaminados pela bactéria pode causar “vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação”. “Em situações em que a criança apresente sintomas após o consumo de produtos dos lotes proibidos, a recomendação é procurar imediatamente atendimento médico, informando o alimento ingerido e, se possível, levando a embalagem para auxiliar na avaliação”, esclareceu vigilância.

Fonte: Dourados News

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