A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) aponta uma inversão numérica na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento mostra que 49% dos eleitores desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 47% aprovam. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, a situação configura um empate técnico, mas marca a primeira vez na série apresentada em que a curva de desaprovação fica acima da aprovação.
A Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 8 e 11 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A avaliação geral do governo também apresentou oscilação negativa. Para 39% dos entrevistados, a gestão é considerada negativa, contra 32% que a avaliam como positiva e 27% como regular.
O humor do eleitorado parece estar atrelado à percepção econômica. Segundo a pesquisa, 43% dos brasileiros afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Além disso, 58% disseram ter notado aumento no preço dos alimentos no último mês e 67% consideram que o poder de compra diminuiu em comparação há um ano.
Apesar da oscilação na popularidade, Lula mantém a liderança na corrida presidencial.
No cenário estimulado principal, Lula aparece com 36% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL), indicado pelo pai como pré-candidato, surge em segundo com 23%. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 9%, seguido por Ratinho Júnior (PSD) com 7%.
A intenção de voto espontânea (sem apresentar nomes) revela um eleitorado ainda distante do pleito: 68% se dizem indecisos.
O presidente venceria em todas as simulações de segundo turno apresentadas, mas a vantagem varia de acordo com o adversário:
Lula 44% x 39% Tarcísio de Freitas: é a disputa mais acirrada, com diferença de apenas 5 pontos;
Lula 45% x 38% Flávio Bolsonaro: diferença de 7 pontos;
Lula 46% x 31% Romeu Zema: vantagem de 15 pontos;
A pesquisa também investigou a recepção do nome de Flávio Bolsonaro como o escolhido por Jair Bolsonaro para a disputa. A maioria dos entrevistados (54%) avalia que o ex-presidente “errou” ao indicar o filho.
Entre os eleitores que consideram a indicação um erro, 27% apontam que Tarcísio de Freitas deveria ter sido o escolhido para substituir Bolsonaro na urna, consolidando-se como o nome alternativo mais forte no campo da direita, à frente de Michelle Bolsonaro (11%).
Fonte: Jovem Pan News




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