O porta-voz do Poder Judiciário iraniano, Asghar Jahangir, prometeu neste domingo “fortes punições” para aqueles que incitaram a violência nos protestos que sacudiram o país nas últimas semanas.
“O Judiciário punirá severamente todos aqueles que incitaram a violência com penas que os farão lamentar suas ações”, assegurou Jahangir em entrevista coletiva em Teerã.
A fonte indicou que já foram abertos processos contra pessoas que lideraram as mobilizações em várias cidades iranianas.
Os protestos começaram no final de dezembro, iniciados por comerciantes de Teerã devido à queda do rial, e logo se espalharam pelo país pedindo o fim da República Islâmica, atingindo seu auge nos dias 8 e 9, com uma explosão de manifestações em praticamente todo o Irã.
O promotor de Teerã, Ali Salehi, já havia afirmado ontem que a resposta da Justiça iraniana será “firme, dissuasória e rápida” e rejeitou as afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a suposta suspensão das execuções de manifestantes.
Trump afirmou na última quarta que o Irã havia decidido paralisar as execuções dias depois de ter ameaçado com “uma ação muito contundente” caso Teerã optasse por enforcar manifestantes.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que “não levaremos o país à guerra, mas também não deixaremos impunes os criminosos internos e internacionais do complô americano”, ressaltando que “os Estados Unidos devem prestar contas”.
A autoridade religiosa máxima do Irã responsabilizou Trump pela morte de “vários milhares de pessoas” nos protestos, um número similar ao oferecido por ONGs de oposição no exílio, que situam as vítimas em 3.428.
*Com EFE
Fonte: Jovem Pan News




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