O primeiro-ministro do Catar, Mohamed bin Abdulrahman al-Thani, afirmou nesta terça-feira que “não há alternativa” ao Conselho de Paz que supervisionará o cessar-fogo na Faixa de Gaza, um órgão que será liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integrado por outros chefes de Estado.
“Sim, fomos convidados para esse conselho. É claro que temos o prazer de contribuir para a paz e a estabilidade em nossa região. No entanto, existem muitos desafios na implementação, mas não temos alternativa a buscar neste momento”, disse o chefe da diplomacia do Catar em uma conversa no Fórum de Davos.
Além disso, insistiu que “o mais importante agora é garantir a estabilização de Gaza”, e isso implica assegurar que a retirada das forças israelenses do devastado enclave palestino “seja realizada o mais rápido possível” e que a população da Faixa possa “recuperar sua vida o mais rápido possível”.
“Esse deve ser o principal objetivo do Conselho de Paz”, afirmou o chefe do governo catariano, que incentivou “todos os países a se unirem” a este órgão para “trabalhar arduamente para garantir que funcione de forma a cumprir seu propósito e se tornar um fator estabilizador”.
O Conselho de Paz foi anunciado no plano de cessar-fogo para Gaza divulgado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, que mencionava Trump como presidente e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como membro, acrescentando que os “chefes de Estado” que fariam parte dele seriam revelados posteriormente.
Após a passagem para a fase dois da trégua, a Casa Branca explicou em comunicado que o Conselho de Paz supervisionará a implementação do plano, “mobilizando recursos internacionais e garantindo a prestação de contas à medida que Gaza transita do conflito para a paz e o desenvolvimento”.
*com informações da EFE
Fonte: Jovem Pan News




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