Donald Trump convida líderes mundiais para novo Conselho de Paz

O presidente dos EUA, Donald Trump (D), aperta a mão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, D.C., na segunda-feira. Durante o encontro, Trump pressionou Netanyahu a aceitar um acordo de paz que encerraria a guerra em curso em Gaza e que o Hamas libertasse os reféns restantes. EFE/EPA/Jim Lo Scalzo/Pool

O órgão visa resolver conflitos globais e fiscalizar o plano para o fim da guerra em Gaza; Lula e Putin estão entre os convidados, enquanto a França já recusou a proposta.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou diversos líderes internacionais para integrar o recém-proposto Conselho de Paz. O objetivo principal do órgão é mediar conflitos globais e fiscalizar a aplicação de um plano de 20 pontos para encerrar a guerra entre Israel e o Hamas.

Convites e Reações Internacionais

A diplomacia mundial começou a se movimentar após o envio das cartas da Casa Branca:

  • Israel: O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recebeu o convite, mas ainda não confirmou oficialmente se aceitará a vaga.

  • Rússia: O Kremlin confirmou que o presidente Vladimir Putin recebeu a proposta por canais diplomáticos.

  • Brasil e América Latina: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado como membro fundador, assim como Javier Milei (Argentina) e Santiago Peña (Paraguai).

  • França (Recusa): O governo de Emmanuel Macron recusou o convite. Paris alega que a proposta atual fere os princípios e a estrutura das Nações Unidas.

  • Outros Convidados: A lista inclui líderes da Turquia, Egito, Jordânia e o primeiro-ministro do Canadá.

Estrutura e Composição do Conselho

O Conselho de Paz será presidido pelo próprio Donald Trump e contará com uma junta executiva de nomes influentes:

  • Governo Americano: Marco Rubio (Secretário de Estado) e Steve Witkoff (Enviado para Gaza).

  • Conselheiros e Aliados: Jared Kushner (genro de Trump), o ex-premiê britânico Tony Blair e Roberto Gabriel.

  • Setor Financeiro: Marc Rowan (Apollo Global Management) e Ajay Banga (Presidente do Banco Mundial).

Relação com a ONU

Embora conte com o aval do Conselho de Segurança da ONU, o novo órgão gera debates. Especialistas e diplomatas alertam que o grupo pode se tornar uma estrutura paralela às Nações Unidas, servindo para reforçar os interesses estratégicos de Washington no cenário global.

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