A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen foi absolvida nesta terça-feira (20) em um caso de denúncia por injúria apresentada por uma jovem a quem, em 2019, associou ao islamismo radical por usar véu.
O Tribunal Correcional de Paris considerou que Le Pen não cometeu crime na ocasião, pois sua afirmação referia-se à prática “rigorosa” de uma religião e não fazia referência a qualquer vínculo com o jihadismo ou outras práticas violentas.
“Associar uma pessoa à prática rigorosa de uma religião não acarreta um caráter injurioso”, considerou o tribunal em sua sentença.
Os fatos ocorreram em plena campanha para as eleições europeias de 2019, nas quais Le Pen era candidata. A denunciante, Yasmine Ouirhane, atualmente com 30 anos, havia sido designada “jovem europeia do ano” por uma fundação alemã na época.
Ouirhane, de pai marroquino e mãe italiana, publicou na rede social X uma foto sua usando o véu e com a bandeira europeia ao fundo. Le Pen respondeu na mesma plataforma: “A União Europeia assume suas prioridades (…) Para nós, a promoção do islã radical não é possível”.
Le Pen não compareceu à leitura do veredito por estar sendo interrogada, no mesmo momento, em outro processo.
Trata-se do julgamento em apelação sobre o financiamento ilegal de seu partido com fundos do Parlamento Europeu. Em março de 2025, a líder ultradireitista foi condenada em primeira instância a quatro anos de prisão — dois dos quais com suspensão de pena — e a cinco anos de inelegibilidade com execução imediata, o que a impede, por enquanto, de concorrer às eleições presidenciais de 2027, nas quais aparece como favorita nas pesquisas.
A denunciante, que compareceu à audiência sem o véu, tem agora a possibilidade de recorrer da decisão.
*com informações da EFE
Fonte: Jovem Pan News




Comentários