Em evento no Rio Grande do Sul, o presidente responsabilizou o antecessor pela falta de regulamentação do setor e defendeu que 2026 seja o “ano da comparação” entre governos.
Durante a entrega de moradias em Rio Grande (RS) nesta terça-feira (20/01/2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom crítico ao tratar do crescimento das empresas de apostas esportivas, as chamadas bets. Lula afirmou que o impulsionamento desse setor permitiu a entrada de “cassinos” nas residências brasileiras.
Críticas à Gestão Anterior
O presidente relacionou o vício em jogos e a onipresença da publicidade de apostas à conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro:
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Falta de Controle: Lula declarou que as bets estão “tomando conta da publicidade e da corrupção” e que o governo anterior permitiu que as crianças utilizassem celulares para a “jogatina o dia inteiro”.
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Tributação: O discurso reforça a posição do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que critica o governo Bolsonaro por não ter regulamentado o setor nem cobrado “um centavo de imposto” das empresas, que hoje lucram bilhões no país.
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Impacto Social: O governo atual tem implementado restrições, como a proibição do uso de cartões de crédito para apostas, visando frear o endividamento das famílias.
Minha Casa, Minha Vida e Política em 2026
O evento marcou a inauguração do Empreendimento Junção, que beneficia diretamente 1.276 famílias em Rio Grande:
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O Projeto: Com um investimento de R$ 123,6 milhões, o complexo foi construído a partir de imóveis da União que estavam ociosos, destinando-os para habitação social.
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Meta de Campanha: Em tom eleitoral, Lula proclamou 2026 como o “ano da comparação”. Ele convocou a população a comparar os resultados de seus três anos de mandato com os sete anos somados das gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro.
Destaques do Discurso
“Eles levaram o cassino para dentro da nossa casa, para os filhos da gente utilizarem os nossos telefones e fazerem jogatina o dia inteiro.” — Lula, em Rio Grande.
A estratégia do Planalto para este ano é focar no combate à desinformação e na entrega de obras de infraestrutura, utilizando o Rio Grande do Sul como um palco para reafirmar o papel do Estado na reconstrução e proteção social.




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