O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira (20) em seu perfil no Trust Social mensagens enviadas pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, sobre a situação na Groenlândia. No texto, o líder da França fez duas propostas ao republicano para “tentarem construir coisas boas” juntos.
“Estamos totalmente alinhados sobre a Síria, podemos fazer boas coisas no Irã, mas eu não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”, escreveu Macron.
O presidente francês disse ao líder norte-americano que conseguiria agendar para quinta-feira (22) uma reunião do G7. O grupo é formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. Sobre o possível encontro, Macron ainda afirmou que poderia convidar os “ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos”. O francês ainda chamou o republicano para um jantar em Paris, no mesmo dia.
Na publicação, Trump não respondeu às propostas. O presidente dos Estados Unidos escreveu somente: “nota do presidente da França, Emmanuel Macron”. Em seguida, o republicano compartilhou, em publicações diferentes, duas imagens editadas.
A primeira mostra o Trump reunido com líderes europeus na Casa Branca e um mapa com os territórios do Canadá e da Groenlândia pertencentes aos Estados Unidos.
Na segunda, Trump aparece junto ao seu vice, JD Vance, e ao secretário de Estado, Marco Rubio, enquanto finca uma bandeira do país em um terreno que seria da Groenlândia.
No sábado (17), o presidente dos Estados Unidos anunciou que vai aplicar tarifas em exportações oriundas da França e de outros países europeus até a conclusão de um acordo para Washington comprar o território autônomo pertencente à Dinamarca. Em resposta, Macron prometeu manter apoio militar a Groenlândia.
Desde o seu primeiro mandato, Trump defende que os Estados Unidos anexassem o território autônomo. Quando o republicano retornou a Casa Branca, em janeiro de 2025, a pauta ressurgiu. O presidente norte-americano argumenta que a região é estratégica para a segurança nacional. Especialistas avaliam que Washington quer controlar todas as rotas marítimas para dificultar o comércio da China. Além disso, o local é rico em petróleo, gás natural e minerais, no entanto, a exploração dos insumos é restrita devido às regras estabelecidas pelas autoridades dinamarquesas.
Fonte: Jovem Pan News




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