O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a presença do líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Conselho da Paz, e voltou a dizer que “gosta muito” do petista e que espera que ele tenha “um grande papel” no projeto que o republicano visa criar na a Faixa de Gaza. A declaração foi dada nesta terça-feira (20) durante conversa com jornalista após um longo balanço do seu primeiro de seu segundo mandato. Apesar a confirmação do mandatátio, o Palácio do Planalto ainda não confirmou que o mandatário brasileiro vai aceitar o convite.
O ‘Conselho da Paz’ de Donald Trump terá como objetivo discutir a reconstrução da Faixa de Gaza após a trégua na guerra com Israel, da qual o republicano foi um dos responsáveis pelo fim dos ataques na região. Nesta semana, Trump começou a implementar o seu chamado Conselho de Paz para a Faixa de Gaza no pós-guerra, que tem como um dos objetivos do conselho é criar um comitê tecnocrata palestino para administrar provisoriamente o território e outro “conselho executivo” que teria um papel consultivo.
O convite de Trump à Lula já havia sido adiantado pela Jovem Pan. A Casa Branca entregou uma carta-convite na Embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos. Lula ainda não deu uma resposta a Trump, contudo, nesta terça, o mandatário brasileiro alfinetou o norte-americano, dizendo que ele quer ‘governar o mundo pelo Twitter’.
“Vocês já perceberam uma coisa, que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala da coisa que ele falou. Vocês acham que é possível? É possível tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês, se eu achar que vocês são objetos, e não um ser humano”, afirmou o petista.
O ingresso o Conselho da Paz, entretanto, pode custar caro. Na terça-feira (19), o Trump declarou que tem interesse que países que integrarem seu “Conselho de Paz” paguem US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) por um lugar neste organismo, que se atribui a missão de “promover a estabilidade” no mundo, segundo seus “estatutos”, aos quais a AFP teve acesso.
O Conselho da Paz de Trump teria uma ação de “ONU Paralela”. Entretanto, durante a conversa com os jornalistas, o republicano destacou que é “grande fã do potencial da ONU”, mas destacou que ela “não tem sido muito útil”. “A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que tentei resolver; eu nunca recorri a ela. Nunca sequer pensei em recorrer a ela. Eles deveriam ser capazes de resolver essas guerras. Acredito que devemos deixar a ONU continuar, porque o potencial dela é enorme.”
Fonte: Jovem Pan News




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