Venezuela relata entrada de US$ 300 milhões pela venda de petróleo aos EUA

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa durante uma coletiva de imprensa em Caracas, em 11 de agosto de 2025. Em 3 de janeiro de 2026, a Suprema Corte da Venezuela ordenou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse a liderança interina do país, após os Estados Unidos prenderem o presidente Nicolás Maduro e o retirarem do país.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou nesta terça-feira (20) a entrada dos primeiros 300 milhões de dólares (R$ 1,6 bilhões) provenientes da venda de petróleo venezuelano por parte dos Estados Unidos, destinados a tentar estabilizar o mercado cambial.  “Entraram, como resultado da venda do petróleo, 300 milhões dos 500 milhões de dólares [totais]. Eles irão para financiar a renda dos trabalhadores e proteger o poder de compra [dos venezuelanos] da inflação, proteger do impacto negativo das oscilações no mercado cambial”, disse Rodríguez em um pronunciamento transmitido pelo canal estatal VTV.

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela em 3 de janeiro passado e derrubaram Nicolás Maduro, que agora enfrenta a Justiça nos Estados Unidos sob acusações de narcotráfico. Desde então, Washington controla a venda do petróleo venezuelano e acordou uma primeira liberação do valor arrecadado de 500 milhões de dólares, depositados em um fundo no Catar.

“Entraram, como resultado da venda do petróleo, 300 milhões dos 500 milhões de dólares [totais]. Eles irão para financiar a renda dos trabalhadores e proteger o poder de compra [dos venezuelanos] da inflação, proteger do impacto negativo das oscilações no mercado cambial”, disse Rodríguez em um pronunciamento transmitido pelo canal estatal VTV.

Os recursos serão transferidos para um punhado de bancos venezuelanos, que os destinarão a empresas de setores essenciais. A injeção busca compensar um mercado cambial que ficou por meses desprovido de divisas e estabilizar o preço do dólar em uma economia altamente dolarizada. “Esses primeiros recursos serão utilizados por meio do sistema bancário nacional e do Banco Central da Venezuela justamente para estabilizar o mercado cambial”, acrescentou Rodríguez. A economia venezuelana tem apresentado uma forte instabilidade cambial, que levou o preço do dólar paralelo a ficar até 100% acima da taxa de câmbio oficial.

*Com informações da AFP

Fonte: Jovem Pan News

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