O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira que seria “muito difícil” aceitar o convite recebido de seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho de Paz que a Casa Branca deseja formar para supervisionar a gestão da Faixa de Gaza, devido à possível presença do líder russo, Vladimir Putin.
Zelensky apontou o fato de que convites também foram estendidos a Putin e ao presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, como um obstáculo, e acrescentou que os diplomatas ucranianos estão trabalhando em uma resposta formal.
A presença do líder russo entre os convidados faz do organismo concebido por Trump um “conselho de guerra”, em vez de um “conselho de paz”, como pretendem os EUA, declarou o presidente ucraniano.
Trump convidou diversos líderes de todo o mundo para fazer parte desta entidade que se encarregaria de gerir o período pós-guerra em Gaza.
O presidente francês, Emmanuel Macron, recusou-se a entrar na estrutura por temer que esta possa retirar da ONU o seu papel na gestão da crise em Gaza – reação que levou Trump a ameaçar a França com novas tarifas. Outros países reagiram de forma ambígua, sem se pronunciar sobre a aceitação do convite.
A Ucrânia depende, para continuar resistindo à agressão militar russa, do armamento que – financiado com dinheiro europeu – é enviado pelos Estados Unidos.
*com informações da EFE
Fonte: Jovem Pan News




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