Com ministros no páreo, PT deve definir cenário em SP em março

Presidente Lula (PT) durante cerimônia de sanção do projeto de lei do Imposto de Renda

Com as trocas de partidos das ministras do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB), em vista, o PT tenta começar a desenhar a estratégia para a eleição em São Paulo e espera uma definição até o fim de março.

O presidente estadual da sigla, deputado federal Kiko Celeguim, disse à coluna que a legenda trabalha com todos os ministros dentro do cenário, já que é importante ter um palanque forte para o presidente Lula no Estado, o maior colégio eleitoral do país. Ele reforçou a ideia de definição após o Carnaval, com foco em março.

A avaliação, no entanto, é que a prioridade para o vice-presidente e ministro da Indústria é permanecer no cargo, para que a chapa concorra à reeleição. Geraldo Alckmin teve boa aceitação e foi visto como peça chave em momentos importantes do governo federal, como nas negociações sobre o “tarifaço” imposto pelos EUA.

Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segue despontando como favorito. A leitura é que, mesmo em um cenário sem o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), concorrendo à reeleição, Haddad pode ser importante – isso porque o objetivo vai além de tentar vencer o pleito, mas, sim, ter uma figura forte e conhecida para impulsionar Lula Estado.

Apesar das recentes derrotas em São Paulo – em 2016, perdeu a Prefeitura de São Paulo no primeiro turno para João Doria e, em 2022, por Tarcísio na corrida ao governo paulista, dessa vez no segundo turno -, Haddad ainda é visto como figura com forte influência. O resultado de 2022 não foi considerado ruim, pelo contrário: ao todo, Tarcísio de Freitas conquistou 55,30%, contra 44,70% do atual ministro. A resistência é do próprio Haddad, que não teria o desejo de nova disputa.

Outros nomes têm sido avaliados pelo PT. Caso de Simone Tebet e Marina Silva. A favor, as duas teriam o fato de serem mulheres – o Estado de São Paulo nunca teve uma governadora. Elas são consideradas, no entanto, nomes menos competitivos para o caso de “bater de frente” com Tarcísio ou menos impulsionadoras de Lula. Por isso, tem sido pensadas como candidatas ao Senado.

No páreo, ainda estão o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), que já governou São Paulo e teve votação expressiva contra João Doria, e o ministro da Secretaria de Comunicação, Guilherme Boulos (PSOL) – o último, de forma mais remota, já que o plano é acompanhar Lula nesse cargo até o fim do mandato também para fortalecer o atual presidente.

Fonte: Jovem Pan News

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