Caminhamos para um país melhor!? Acorda, BRASIL!, por Rodolpho Barreto
O ESCÂNDALO… do Banco Master é a prova mais gritante de todos os tempos da promiscuidade que marca as relações entre o poder público e o setor privado neste país. As consequências dessa bandalheira têm potencial para atingir todas as instituições, com impacto especial sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Será? Finalmente? O fim da impunidade de poderosos no Brasil? Assim esperamos. “A postura dos ministros sobre o episódio se transformou em mais uma prova de culpa. E a tentativa de ocultar provas obtidas pela Polícia Federal equivale a uma confissão”, afirma o comentarista político Augusto Nunes. O que mais precisa acontecer? “Nunca antes na história desse país” um escândalo foi tão… escandaloso! (fonte: revistaoeste.com)
O caso Master tem um roteiro pronto para transformar-se num filme policial. Mas cineastas e atores brasileiros preferem revisitar o fantasma de uma ditadura encerrada há mais de 40 anos. Como observa o jornalista Guilherme Fiuza, esse truque ainda alimenta a carreira de políticos medíocres, reabilita corruptos, consagra internacionalmente filmes de qualidade duvidosa e transforma canastrões em gênios da tela. Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro por “O Agente Secreto”, enxerga quatro anos de ditadura no governo de Jair Bolsonaro, num período em que não houve uma única prisão política. O Capitão Nascimento, hoje aposentado, contudo, não abre a boca para tratar do escândalo do Master ou do caso do roubo de aposentados e pensionistas do INSS.
DUAS COISAS… também chamam a atenção do influenciador Rodrigo Constantino: nas manifestações do povo iraniano, “a brutalidade da reação do regime e o silêncio ensurdecedor de ativistas ‘democratas’ no Ocidente”. O apoio declarado de Donald Trump aos manifestantes e o respaldo de Israel ajudam a entender esse fenômeno. “Como a esquerda odeia Trump, se ele estiver a favor do consumo de água, seus detratores ficarão do lado da seca no deserto”, resume. O país já contabiliza mais de 12 mil mortos e dezenas de milhares de presos. Joanna Williams, jornalista americana da Spiked, escreve sobre a coragem e o desejo de liberdade das mulheres iranianas. Um país onde ainda apedrejam mulheres, mas “parceiro” de Lula/PT? Pois é.
“Dizem que, no Brasil, um presidente caiu por causa de uma Elba. Sim, caiu por um carro popular e modesto. Sem blindagem, sem paraíso fiscal, sem fundo em Cayman. Uma Elba. Um automóvel tão modesto que hoje só despertaria indignação se estivesse estacionado em vaga de idoso. Ainda assim, foi o pivô para a queda de um presidente. Claro que ninguém cai apenas por causa de um carro. A Elba era só o símbolo. Naquele tempo estranho, a imprensa achava que seu papel era incomodar o poder, não administrar sua imagem, como mera assessora do político “de estimação”. Avancemos algumas décadas. Hoje, uma Elba não derruba nem síndico de condomínio. Para causar incômodo real, seria preciso algo mais robusto: contratos de centenas de milhões…”
HÁ CONFLITOS… e mais conflitos de interesse escancarados, “esposas circulando entre negócios nebulosos, ministros atuando com a delicadeza de um elefante em loja de cristais para proteger instituições financeiras, que fariam corar qualquer manual de ética. E mesmo assim não dá em nada? No máximo, uma nota técnica. E, claro, o silêncio constrangedor. Por causa de uma Elba, um presidente do passado caiu. E hoje ninguém cai por causa de nada. E não porque os escândalos diminuíram — eles se tornaram maiores e mais profissionais. No fundo, a Elba não derrubou Collor. Ela apenas revelou um tempo em que ainda algo acontecia quando uma autoridade não se comportava como tal…” E hoje, como estamos? Regredimos? (Maurício Nunes)
“Senão, vejamos: vazou um contrato de R$ 3,6 milhões mensais entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família de Moraes, mas ficou por isso mesmo. Vida que segue? O ministro é até convidado para ser patrono em formatura na USP! É como se tudo estivesse normal. Estão anestesiados? Aí vem o Toffoli. Com resort supostamente vendido para um advogado ligado aos irmãos Batista da JBS, e participação de fundo ligado ao Master. O mesmo Toffoli pega carona em jatinho com advogado do Master, e no dia seguinte coloca tudo sob sigilo. Toffoli decide que as provas colhidas pela Polícia Federal precisam chegar a ele lacradas. Sob pressão, transfere para a PGR e, ainda sob repercussão negativa, escolhe seus próprios peritos na PF…”
O TAL RESORT… dizem funcionários ouvidos pelo portal Metrópoles, pertencia na prática ao Dias Toffoli, que tinha até uma casa de luxo reservada no local, além de um barco. O ministro passou quase 200 dias lá desde 2022! Recebia muita gente lá, como confessou uma funcionária. O resort tinha até uma espécie de cassino! Com a “venda” do estabelecimento, quase R$ 34 milhões foram transferidos para paraíso fiscal? E a discussão no STF é transferir o caso para a primeira instância, para “dar uma saída honrosa ao ministro”. Oi? A discussão sobre competência não é técnica, é política? O objetivo é só estancar a destruição da imagem do Supremo? E ainda querem falar em código de ética, diante de casos claros de corrupção? (Rodrigo Constantino)
Os fatos trazidos à tona pela imprensa – e que se acumulam de forma assustadora – deveriam ser mais que suficientes para embasar a abertura de um processo de impeachment contra os ministros do Supremo. Desde o início de sua atuação, a conduta de Toffoli levantou graves questionamentos. Assim que o caso foi para a suprema corte (o que já é algo questionável), Toffoli tem ultrapassado todos os limites éticos e legais. Ora, o Código de Processo Penal é claro: pelo artigo 252, inciso IV, o juiz está impedido quando ele próprio ou seus parentes até o terceiro grau tiverem interesse direto no feito. Toffoli sequer poderia se manifestar sobre o caso, quanto mais ser relator das investigações do Banco Master Será ele contido? Cadê o Senado? (Fonte: gazetadopovo.com)
A LEGISLAÇÃO… Lei do Impeachment (1.079/50) considera crime de responsabilidade o ato de “proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa”. Aparentemente, o país todo já percebeu que Toffoli faz o que quer, está imparável! No entanto, é preciso recordar: ele só chegou a esse ponto porque foi incentivado por muitos que hoje (e só agora) pedem providências. Quem hoje se lembra do devido processo legal, mas não disse nada enquanto brasileiros comuns caíram no abusivo inquérito do STF, aberto por Toffoli quando ele era presidente do STF, e continuou omisso nos filhotes desse inquérito, incluindo a repressão ao 8 de janeiro e os “processos do golpe”. Agora, temos essa “supremocracia”, mas muitos que criticam apoiaram as ilegalidades lá atrás.
O deputado Nikolas Ferreira rezou a Deus sobre o que fazer e lhe veio a ideia de iniciar uma caminhada simbólica de Minas Gerais até Brasília. “Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade”, escreveu em uma carta aberta ao povo brasileiro. Em seguida, o deputado menciona as injustiças com os presos políticos do 8 de janeiro (enquanto verdadeiros bandidos estão soltos), e lembra que o “cansaço moral” de uma nação é algo muito perigoso, pois permite o triunfo do mal. “Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a disposição de enfrentar e vencer o mal que tenta se normalizar entre nós”.
A CAMINHADA… não é uma “bala de prata” e não vai resolver os problemas do Brasil, mas, como ato simbólico, pode ajudar o brasileiro a se lembrar que liberdade e justiça não se pede de joelhos, mas se defende de pé. Trata-se de uma iniciativa louvável, em boa hora. O desânimo abateu muitos e o grau de perseguição tem sido implacável, intimidando os patriotas e criando uma onda de medo e silêncio. Muita gente se sente impotente diante de tantos abusos, normalizados por uma parcela corrupta da elite e da imprensa. Portanto, é preciso agir, arregaçar as mangas e lutar, pois desistir do país não é uma opção. Nikolas tem sido coerente na defesa dos nossos valores e das nossas liberdades. Ele faz tudo que pode para denunciar o governo petista e seu braço supremo.
O escritor Francisco Escorsim elogiou a postura de Nikolas na passeata, sobretudo sua capacidade de liderar. “Esta é a grande função de um líder: rearticular forças. Quando a situação complica, ele mostra que o país não pode se render. E estava faltando no Brasil alguém assim.”. A caminhada, ainda que simbólica, tem potencial para lançar luz sobre nossos males. E é bom sinal que vários políticos estão se juntando. O caminho da liberdade passa pela retomada da confiança do povo e o resgate das ruas. Todo poder emana do povo! “A caminhada que começou de forma discreta já virou um grande movimento. O que isso mostra? Que, apesar de cansados do clima pesado do país, ainda estamos dispostos a nos movimentar.” O povo de bem não vai e não pode se render!
AINDA VIVEMOS… um momento terrível de impunidade, de escândalos na alta cúpula, envolvendo ministros da mais alta Corte, seus familiares e cúmplices. E, ainda assim, há quem defenda o indefensável na grande mídia, passando pano, servindo de menina de recado dos envolvidos. Acham que a gente é tão bobo assim? Vimos criminosos anistiados negando anistia e ainda posam de defensores da democracia. Vimos um governo corrupto sem punição, enquanto cidadãos são punidos e perseguidos. A Caminhada pela Justiça e Liberdade não é apenas um protesto pacífico contra tudo isso. É um sinal de que ninguém perdeu a capacidade de reagir, de indignar-se. Em tempos em que muitos acreditam que nada muda, ver uma mobilização ganhar força na estrada reacende uma esperança simples e poderosa: a de que não estamos sozinhos. E, historicamente, é exatamente assim que começam os movimentos que fazem a diferença. (Bárbara Destefani)
Fonte: Dourados News




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