O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mototáxi na cidade paulista. Segundo o mandatário foi um “erro” do Alexandre de Moraes e é preciso respeitar um pouco mais a autonomia dos municípios. A declaração foi dada nesta segunda-feira (26), durante participação no programa Direito ao Ponto, da Jovem Pan.
“Com todo respeito, mas vejo um erro muito grave de Alexandre de Moraes, até porque ele foi secretário aqui em São Paulo e escreveu artigos, deu entrevista e trouxe dados falando que não poderia acontecer esse tipo de transporte em São Paulo”, disse. Segundo Nunes, à época, foram apresentados dados que mostraram que 1 pessoa por dia morria em transporte por moto, se tivesse o transporte, seriam quatro. Em 2024, houve 483 pessoas mortes por acidente de moto em São Paulo.
Segundo Nunes a rejeição do trabalho de mototáxi em São Paulo foi realizada após um levantamento feito pelos vereadores eleitos na capital paulista de março a dezembro de 2025 ouvindo especialistas, e apenas uma pessoa foi capaz de derrubar com o trabalho de vários outros.
Na terça-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu parte das regras que regulamentam o transporte por moto via aplicativo na cidade de São Paulo. Segundo a entidade, as normas seriam uma “proibição disfarçada de regulamentação”, pois criavam condicionantes como a obrigação de registro do veículo como “de aluguel” (placa vermelha) que, na prática, inviabilizariam a atividade.
Nunes criticou a decisão de Moraes sobre o cadastramento, pois, segundo ele, é necessário a realização por se tratar de vida de pessoas. “. Como não posso fazer o cadastramento. Como não posso fazer. Não vão transportar pizza, vão transportar gente”, disse.
Apesar das desavenças sobre o mototáxi na capital paulista, Nunes destacou os feitos alcançados com a Faixa Azul. “Reduzimos em 47% o número de acidente onde tem Faixa Azul, mas pasmem, para cada uma que eu vou fazer, preciso da autorização do governo federal”, declarou. Segundo ele, há mais de um ano ele aguarda autorização para poder ampliar a quantidade de Faixa Azul em São Paulo. “São coisas que são difíceis de entender, é preciso respeita um pouco mais a autonomia dos municípios”.
Fonte: Jovem Pan News




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