O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou nesta segunda-feira (26) a caminhada promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais até Brasília. Em entrevista a jornalistas durante evento no Mercado Municipal de Santos, em São Paulo, o chefe do Executivo paulista afirmou que o parlamentar é “uma grande promessa” e sustentou que a chamada “crise moral” do país é mais grave do que a crise fiscal.
A mobilização foi organizada pelo deputado e previa um percurso de aproximadamente 240 quilômetros, como forma de protesto contra as condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. A caminhada começou com participação reduzida, mas ganhou tração conforme o movimento se aproximou de Brasília. O ato ainda engajar apoiadores nas redes sociais, em meio a críticas ao bolsonarismo por um suposto esvaziamento na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O chefe do Executivo paulista elogiou a liderança do deputado. “É um grande movimento liderado pelo Nikolas, que é realmente um fenômeno. Um ato corajoso, que começa praticamente sozinho e termina com uma multidão. É admirável. Esse menino tem a minha admiração e o meu apreço”, declarou.
Ao comentar o ato, Tarcísio destacou que “não tem por que” as manifestações prejudicarem a delicada relação entre o bolsonarismo e o Supremo Tribunal Federal (STF). O governador paulista articula junto aos ministros da Corte para ajudar Bolsonaro.
“A gente está vivendo uma crise moral muito séria”, disse o governador. “Fala-se muito da crise fiscal. Ela está contratada e vamos ter um problema fiscal à frente, que tende a travar o crescimento do Brasil. Mas, pior do que a crise fiscal, é a crise moral. Essa, sim, precisa ser enfrentada, porque arruína as instituições”, disse.
Na avaliação de Tarcísio, a mobilização funciona como um termômetro da insatisfação social, não apenas em relação à prisão domiciliar, mas também à demanda por justiça. O governador afirmou que a “sucessão de crises”, sobretudo de natureza moral, elevou o desgaste e a impaciência da população.
Segundo Tarcísio, há também um “desrespeito recorrente às instituições” e é necessário “virar a chave” para reverter o cenário. Ele afirmou que a mobilização expressa um sentimento presente na sociedade e que não há razão para barrá-la. Para o governador, o movimento deve continuar por poder “devolver dignidade a uma pessoa com problemas de saúde, com comorbidades e mais de 70 anos”, referindo-se ao ex-presidente.
*Com informações de Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan News




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