Os deputados franceses aprovaram na madrugada desta terça-feira (27, data local) a proibição do uso das redes sociais para menores de 15 anos, uma medida que busca proteger a saúde mental dos adolescentes e combater o ciberbullying. A medida, que também precisa da aprovação do Senado para entrar em vigor, chega após a Austrália ter vetado, em dezembro, o uso de redes sociais por menores de 16 anos — algo inédito no mundo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, quer transformar a proteção dos menores nas redes sociais e a regulação do tempo diante das telas em um dos marcos de seu segundo mandato, que termina em meados de 2027.
Essa vontade se materializou em uma proposta de lei de seu partido, o Renascimento, que a Assembleia Nacional (câmara baixa) aprovou após a meia-noite do horário local por 130 votos a favor e 21 contra, depois de mais de sete horas de debates acalorados. O Senado, por sua vez, examinará o texto nas próximas semanas. “O cérebro de nossos filhos não está à venda, nem para as plataformas americanas nem para as redes chinesas. (…) Seus sonhos não devem ser ditados pelos algoritmos”, destacou Macron na rede social X, após celebrar uma “etapa importante”.
A preocupação com o impacto das redes sociais na saúde mental de adolescentes e jovens cresce no mundo. Países como Espanha ou Dinamarca também estudam sua proibição. As redes sociais como TikTok ou Snapchat, onipresentes na vida dos adolescentes, podem prejudicar sua saúde mental, alerta a agência francesa de segurança sanitária, Anses.
Os deputados também aprovaram proibir os celulares nos liceus frequentados por jovens de 15 a 18 anos. Essa norma já se aplica nas escolas primárias e nos centros do primeiro ciclo do ensino secundário.
*Com informações da AFP
Fonte: Jovem Pan News




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