O novo balanço de direitos humanos revela um salto na letalidade da repressão, enquanto o regime iraniano contesta os dados; forças navais americanas chegam à região para monitorar a crise.
O número de vítimas fatais nos protestos contra o regime de Teerã atingiu a marca de 6.126 mortos, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (27/01/2026) pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. O agravamento da crise interna no Irã já provocou uma resposta militar dos Estados Unidos, que enviaram reforços navais para o Golfo Pérsico.
Detalhamento das Vítimas
Os dados da organização de direitos humanos expõem a violência da repressão estatal contra os manifestantes:
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Manifestantes: 5.777 mortos.
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Crianças: 86 mortos.
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Civis (não envolvidos): 49 mortos.
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Forças Governamentais: 214 baixas.
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Prisões: Mais de 41,8 mil pessoas foram detidas desde o início das mobilizações.
Divergência de Dados e Narrativa Oficial
O governo iraniano refuta veementemente os números das agências internacionais, apresentando um balanço significativamente menor e com uma classificação distinta das vítimas:
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Contagem do Regime: 3.117 mortes registradas.
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Classificação Oficial: O governo alega que a maioria das vítimas (2.427) eram civis e membros das forças de segurança, enquanto os demais seriam “terroristas” financiados por potências estrangeiras.
Resposta Internacional e Presença Militar dos EUA
Diante da escalada da violência e de possíveis ameaças à estabilidade regional, os Estados Unidos iniciaram uma movimentação estratégica:
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Chegada de Reforços: Um porta-aviões e seu grupo de ataque chegaram à região na última segunda-feira (26/01).
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Objetivo: A frota tem como missão monitorar a repressão e estar de prontidão para uma eventual resposta americana caso os interesses aliados ou a segurança internacional sejam afetados pela crise interna iraniana.
A comunidade internacional segue pressionando por sanções mais severas contra o governo do Irã, enquanto os protestos, que pedem mudanças estruturais no regime, não dão sinais de arrefecimento mesmo diante do alto número de execuções e prisões.




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