O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta terça-feira para o Panamá, onde cumpre sua primeira agenda internacional do ano: o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. Apesar do foco externo, o chefe do Executivo também deve tratar de temas domésticos, entre eles as eleições deste ano.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, integra a comitiva presidencial e estará no mesmo voo de Lula. Pessoas próximas à ministra dizem acreditar que o presidente fará um convite para ela disputar a eleição em São Paulo. As possibilidades são governo do estado e Senado. Uma mudança de partido também é estudada por Simone. Embora ainda não haja definição, o caminho mais provável apontado por aliados é o PSB, legenda que já convidou Tebet a se filiar.
Fontes ligadas à ministra relatam um certo temor de que ela sofra “fogo amigo” dentro do PT, mas avaliam que uma conversa direta com o presidente pode garantir o apoio necessário para viabilizar a candidatura.
Além das articulações políticas, a viagem ao Panamá tem relevância para a agenda institucional de Tebet à frente do Planejamento. A ministra deve reforçar o esforço do governo brasileiro em ampliar o diálogo sobre temas comerciais com outros países da região.
O presidente Lula e a ministra devem retornar ao Brasil apenas na próxima semana.
A Legislativo é visto como prioridade tanto entre governistas quanto na oposição: no lado do PT, um reequilíbrio das forças no Congresso é visto como vital em caso de vitória de Lula e como ainda mais necessário se o atual presidente perder.
Por isso, o presidente vai liberar cerca de 20 ministros para a disputa das eleições. Leia a lista com os principais ministros, além de Tebet, que devem deixar o governo e os cargos que pretendem disputar.
Governistas temem que as eleições de 2026 aumentem ainda mais o domínio da direita no Congresso. A avaliação é que a oposição tem mais figuras populares, em especial nas redes sociais, onde a esquerda ainda patina. Por isso, a estratégia será aproveitar os nomes mais conhecidos para garantir cadeiras no Congresso.
Fonte: Jovem Pan News




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