Depois do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, divulgar na terça-feira (27), a troca de partido do União Brasil para o PSD, ele contou nesta quarta-feira (28), na 13ª edição da Conferência Latino Americana de Investimentos (LAIC), que teve uma conversa com o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, e acordaram que o maior número de votos num primeiro turno para a direita e centro-direita aumentam as chances de um segundo turno melhor.
“Não tem nenhuma cizânia, nenhum desentendimento em relação a esta postura da centro-direita. Não tem nenhum contra o outro, no segundo turno todos nós estaremos com aquele que realmente atravessar o primeiro turno”, finalizou.
A LAIC, realizada em São Paulo, também contou com a presença dos governadores: Ratinho Jr (PSD), do Paraná; Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul e Romeu Zema (NOVO), de Minas Gerais.
Para Caiado o desafio dos candidatos não é só vencer a eleição, mas gerir o país que, nas palavras dele: está em uma “desordem organizacional montada”. O governador goiano apontou também que se for escolhido para representar o PSD nas eleições de 2026 vai buscar alianças com outros partidos como MDB e Republicanos.
Eduardo Leite também foi questionado por jornalistas sobre o critério que será adotado para a escolha do representante da legenda, e disse que não há um critério, mas que a decisão está nas mãos do presidente da sigla, Gilberto Kassab. “O meu espírito, do Caiado e do Ratinho é o mesmo, o país que está sendo pensado a partir do PSD, um partido que tem um posicionamento do centro para a direita e é claro que dentro desse espectro existem pensamentos também com estilos diferentes, mas que no final convergem entre si”, declarou.
Já em relação a data em que o representante da legenda será escolhido, o governador do Paraná, Ratinho Jr, disse que isso deve acontecer dentro de três meses.
Quem também declarou que está unido ao PSD foi o governador de Minas, Romeu Zema, que reforçou o apoio a Flávio Bolsonaro nas próximas eleições. “No que depender de mim nós quatro (governadores) mais o Flávio estaremos juntos. Já manifestei publicamente que estarei apoiando qualquer um deles e também o Flávio no segundo turno contra o PT”.
Zema completou dizendo que as propostas que eles trazem em relação às da esquerda são as que levarão o Brasil para frente e que “programas sociais são importantíssimos” mas que é preciso ter porta de saída e que não dá para conviver com gastos a mais que fazem com que “o investimento no Brasil seja proibitivo”, disse o governador mineiro.
A mudança de partido de Caiado e as recentes declarações dos governadores acenam para uma tentativa da direita de demonstrar união no período pré-eleição após rumores de conflitos entre o filho do ex-presidente e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que nega qualquer atrito.
Fonte: Jovem Pan News




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