O presidente Donald Trump minimizou na terça-feira (3) o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, após a divulgação de documentos que desencadearam uma investigação contra Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido em Washington, e pedidos de esclarecimentos sobre outras figuras mencionadas nos arquivos. Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes do Parlamento britânico em meio a acusações de ter compartilhado informações confidenciais com Epstein. A polícia britânica está investigando Mandelson por “crimes de má conduta no exercício de um cargo público”. Nos Estados Unidos, Bill e Hillary Clinton deverão depor no Congresso no final de fevereiro sobre seus laços com Epstein, conforme anunciado pelo comitê que investiga o caso. Trump insistiu que foi inocentado pelas últimas divulgações e sugeriu que o país deveria se concentrar em outros assuntos. Sobre os Clinton, ele comentou que a situação é lamentável, mas considerou ser um problema dos democratas. Nem Trump, nem os Clinton foram acusados de crimes relacionados às atividades de Epstein. O Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes informou que Bill Clinton deporá no dia 27 e Hillary um dia antes. O comitê busca esclarecimentos sobre a amizade de Bill Clinton com Epstein e o conhecimento de Hillary sobre os laços entre seu marido e o financista. O presidente do comitê, James Comer, enfatizou que “ninguém está acima da lei, e isso inclui os Clinton“. Após inicialmente se recusarem a comparecer, os Clinton mudaram de ideia, evitando uma votação na Câmara dos Representantes sobre um processo por obstrução. As audiências serão filmadas e transcritas. A divulgação de nomes de supostas vítimas, que deveriam permanecer em sigilo, e outros dados privados gerou um pedido para bloquear o acesso aos arquivos. Um juiz federal americano cancelou uma audiência sobre o caso após as partes resolverem questões de privacidade. A divulgação dos documentos pelo Departamento trouxe à tona nomes que já haviam sido ligados a Epstein no passado.
Trump minimiza escândalo Epstein após novas revelações e investigação contra político britânico
Presidente americano pede para 'virar a página' enquanto Bill e Hillary Clinton são chamados a depor sobre laços com o financista.




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