Parlamentares da base governista e da oposição chegaram a um acordo nesta quinta-feira, 5, para impedir a votação de requerimentos na CPMI do INSS. Os pedidos de quebra de sigilo que envolviam o Banco Master e aliados tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro foram retirados de pauta e não foram votados. Entre os requerimentos não apreciados, estavam pedidos de quebra de sigilo do próprio Banco Master, de Enrique Lewandowski, filho do ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski, de empresas ligadas a Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), e de Onyx Lorenzoni, ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro, e seu filho, Pietro Lorenzoni. Além das quebras de sigilo, a CPMI também não votou o pedido de prisão de José Carlos Oliveira, também ex-ministro da Previdência no governo Bolsonaro, e a quebra de sigilo de sua filha, Yasmin Ahmed Hatheyer Oliveira. Uma investigação da Polícia Federal aponta que Oliveira recebeu pagamentos da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) enquanto ocupava um alto cargo no governo anterior. A Conafer está envolvida em descontos irregulares de aposentadorias do INSS. Três requerimentos contra o Banco Master estavam previstos para análise. Os pedidos de quebra de sigilo contra a instituição financeira, o ex-sócio Augusto Lima e a Credcesta são de autoria do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). Segundo o deputado, irregularidades cometidas pelo Master prejudicaram aposentados do INSS. Van Hattem cita um documento da área técnica do INSS que aponta que o Master não apresentou mais de 250 mil documentos que comprovassem contratos de crédito consignado. O deputado também alega que Lima, ex-sócio do Master, teve um papel importante na criação e expansão de produtos de crédito consignado ligados ao banco e ao modelo Credcesta. A Credcesta, que oferece um cartão de benefício consignado com desconto direto no salário de funcionários públicos e aposentados, também estava na mira da CPMI. O deputado Van Hattem afirma que a quebra de sigilo bancário da Credcesta permitiria confrontar dados públicos com informações privadas, aprofundando o entendimento das operações da empresa. O requerimento contra o filho de Lewandowski é da deputada Bia Kicis (PL-DF). Enrique Lewandowski atuou como advogado para uma entidade investigada no esquema de descontos não autorizados em aposentadorias. Do lado governista, Paulo Pimenta (PT-RS), autor do requerimento contra Onyx, alega haver “indícios relevantes” de que ele teria flexibilizado a legislação e normas internas do INSS. Fonte: Exame
CPMI do INSS: Acordo entre governo e oposição barra votação de requerimentos
Pedidos de quebra de sigilo de Banco Master, aliados de Lula e Bolsonaro não foram apreciados na sessão desta quinta-feira.




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