Tempestade Leonardo causa estragos e deixa milhares desalojados na Península Ibérica

Chuvas intensas elevam nível de rios e provocam inundações na Espanha e Portugal. Eleições podem ser adiadas.

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A tempestade Leonardo continua a castigar a Península Ibérica, com chuvas excepcionais que já deixaram milhares de pessoas fora de suas casas na Espanha e em Portugal.

No centro de Portugal, na região de Santarém, a Defesa Civil elevou o risco de inundações devido à subida do rio Tejo.

O rio atingiu o nível máximo, o chamado “nível vermelho”. Autoridades determinaram a evacuação obrigatória das áreas próximas em até sete horas.

Mário Silvestre, comandante nacional da Defesa Civil, afirmou que a situação é inédita desde 1997 na bacia do Tejo.

Portugal já havia sido atingido pela tempestade Kristin na semana passada, que deixou cinco mortos. Janeiro já é o segundo mês mais chuvoso desde 2000.

O balanço da tempestade Leonardo até o momento é de um morto em Portugal e uma mulher desaparecida na Andaluzia, sul da Espanha.

Na Espanha, um rio transbordou em Dúdar, forçando moradores a deixarem suas casas. Milhares de pessoas foram retiradas de suas residências, principalmente na Andaluzia.

O tráfego ferroviário e rodoviário segue amplamente afetado. A agência meteorológica espanhola (Aemet) prevê mais chuvas intensas no sábado.

As eleições presidenciais de domingo (8) em Portugal podem ser adiadas devido à situação climática. André Ventura propôs o adiamento, mas a decisão final cabe às autoridades locais.

A prefeitura de Alcácer do Sal, um dos municípios mais afetados, já decidiu adiar o pleito. Segundo a prefeita Clarisse Campos, não há condições para a realização das eleições.

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