O vice-presidente da República e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSD), defendeu a união com o presidente Lula (PT), afirmando que o “apreço pela democracia” foi o principal motivador da aliança. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Visão Crítica, da Jovem Pan News.
“A divisão é entre quem tem apreço pela democracia e quem não tem apreço pela democracia, isso que diferencia”, enfatizou Alckmin, ressaltando a importância da defesa das instituições democráticas.
O vice-presidente também criticou a postura do ex-presidente Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições de 2022. “Eu vi em 2022 eles perdendo a eleição e teve uma tentativa de golpe, imagine se tivessem ganhado”, afirmou, demonstrando preocupação com a instabilidade política.
Alckmin ainda esclareceu que, apesar dos embates políticos no passado, sua relação com Lula “sempre foi respeitosa”. Sobre sua saída do PSDB, o ministro declarou que “política se faz com convicção”, em uma crítica ao momento atual da sigla.
Questionado sobre seu posicionamento ideológico, Alckmin se definiu como “um social democrata”. Ele também mencionou que o ‘lava-jatismo’ e a facada sofrida por Bolsonaro em 2018 “alteraram o curso eleitoral” do país.
Na entrevista, Alckmin abordou ainda as movimentações da base do governo para as eleições deste ano, as negociações contra o tarifaço de Donald Trump e as perspectivas para a economia com a reforma tributária e o acordo entre Mercosul e União Europeia.




Comentários