O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, não poupou críticas à taxa de juros de 15%, classificando-a como uma “anomalia” que impacta negativamente a dívida pública.
“Não faz sentido, com o dólar a R$ 5,20 e a inflação em queda, termos uma taxa de juros de 15%, um juro real de 11%. Isso é quase inexistente no mundo e tem um efeito brutal na dívida pública”, declarou Alckmin durante entrevista ao programa Visão Crítica, da Jovem Pan News.
O governo tem expressado constante preocupação com a postura do Banco Central em relação à Selic, a taxa básica de juros.
“Lamento se não gostam, mas não vejo justificativa para termos a segunda maior taxa de juros do mundo com a inflação e o preço dos alimentos em queda”, argumentou o vice-presidente.
Apesar das críticas, Alckmin se mostrou otimista em relação ao futuro do agronegócio. Segundo ele, o setor “terá um excelente ano”.
O ministro também celebrou o recorde de exportações, mesmo após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, e anunciou planos para expandir data centers por todo o Brasil.
Na entrevista, Alckmin abordou temas como a união com o presidente Lula, as negociações para mitigar o tarifaço de Donald Trump e as perspectivas econômicas com a reforma tributária e o acordo Mercosul-União Europeia.




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