O Irã e os Estados Unidos deram início a negociações delicadas em Mascate, capital de Omã, nesta sexta-feira (6). O foco central é o programa nuclear iraniano, em um cenário de alta tensão e ameaças de ambos os lados.
Segundo a televisão estatal iraniana, este é o primeiro diálogo direto entre os dois países desde junho de 2025, quando os EUA se envolveram no conflito entre Israel e o Irã, atacando instalações nucleares iranianas.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o Irã está “disposto a defender a soberania e a segurança nacional do país diante de qualquer exigência excessiva ou aventura” por parte dos Estados Unidos. Ele reafirmou o compromisso do país em usar a diplomacia para proteger seus interesses.
A delegação americana é liderada por Steve Witkoff, emissário do presidente Donald Trump. Washington busca garantir uma “capacidade nuclear zero” para o Irã. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, alertou que Trump tem “muitas opções à sua disposição além da diplomacia”.
A tensão é palpável, com os EUA enviando um porta-aviões ao Oriente Médio após protestos violentos no Irã em janeiro. Trump comentou sobre o Irã: “Eles não querem que os ataquemos. Temos uma grande frota se dirigindo para lá”, referindo-se ao grupo do porta-aviões USS Abraham Lincoln.
A China expressou apoio ao Irã “na defesa de sua soberania, segurança, dignidade nacional e direitos e interesses legítimos”, opondo-se à “intimidação unilateral”.
O general Mohammad Akraminia, porta-voz do Exército iraniano, alertou que o Irã tem acesso “fácil” às bases americanas na região e está pronto para se defender. A Guarda Revolucionária do Irã também informou a apreensão de dois petroleiros por “contrabando de combustível” no Golfo.




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