O governo britânico enfrenta uma crise após a renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer. A decisão foi motivada pela controversa nomeação de Peter Mandelson para um cargo de embaixador, em meio a alegações de ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Em comunicado, McSweeney declarou: “Após cuidadosa reflexão, decidi deixar o governo. A decisão de nomear Peter Mandelson foi um erro. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a própria confiança na política”. Ele assumiu total responsabilidade pelo conselho dado ao primeiro-ministro.
A renúncia ocorre em um momento delicado, com o Ministério das Relações Exteriores revisando uma indenização paga a Mandelson, que havia sido demitido por Starmer em setembro passado devido à sua amizade com Epstein. O valor da indenização é estimado entre £ 38.750 e £ 55.000.
Documentos divulgados nos EUA indicam que Mandelson teria vazado informações confidenciais para Epstein quando era ministro, inclusive durante a crise financeira de 2008. Uma investigação policial foi aberta para apurar possível má conduta em cargo público.
A nomeação de Mandelson já havia gerado desconforto dentro do próprio governo. O vice de Starmer, David Lammy, foi o primeiro ministro do gabinete a se distanciar do premiê devido aos conhecidos vínculos de Mandelson com Epstein.
O Partido Trabalhista, liderado por Starmer, enfrenta críticas em relação a imigração, crescimento econômico e a crise do custo de vida, com o partido anti-imigração Reform UK liderando as pesquisas de opinião.




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