Ghislaine Maxwell, ex-colaboradora e cúmplice de Jeffrey Epstein, exerceu seu direito constitucional e se recusou a responder às perguntas do comitê do Congresso dos Estados Unidos nesta segunda-feira (9). Ela invocou a Quinta Emenda, que garante o direito de não se auto incriminar.
Maxwell, atualmente cumprindo uma pena de 20 anos por tráfico sexual, foi convocada pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, responsável por investigar as ligações de Epstein com personalidades poderosas e a forma como as informações sobre seus crimes foram tratadas.
“Como esperado, Ghislaine Maxwell recorreu à Quinta Emenda e se recusou a responder a qualquer pergunta”, declarou James Comer, presidente republicano do comitê. Ele expressou decepção com a decisão.
Os advogados de Maxwell informaram ao comitê que ela só concordaria em depor caso recebesse um perdão prévio do ex-presidente Donald Trump. O pedido de imunidade legal foi negado pelos parlamentares.
Maxwell é a única pessoa condenada por crimes relacionados a Epstein, que foi encontrado morto na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. A causa da morte foi classificada como suicídio.
O caso Epstein ganhou grande repercussão devido às suas conexões com figuras proeminentes. Uma lei impulsionou a divulgação de milhões de documentos, fotos e vídeos ligados à investigação.
O ex-presidente Bill Clinton deverá depor sobre sua relação com Epstein em 27 de fevereiro. Sua esposa, Hillary Clinton, prestará depoimento um dia antes. Donald Trump, que já foi próximo de Epstein, não foi convocado.
No ano passado, Maxwell foi transferida para uma prisão de segurança mínima no Texas.




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