Começou nesta segunda-feira (9) o julgamento que pode impactar o futuro das redes sociais. Alphabet (YouTube) e Meta (Facebook, Instagram) enfrentam acusações em Los Angeles de que suas plataformas foram deliberadamente projetadas para causar dependência em crianças.
O processo, que conta com um júri popular, pode estabelecer um precedente legal sobre a responsabilidade civil das empresas de tecnologia, até então isentas de acusações semelhantes.
Mark Zuckerberg (Meta), Adam Mosseri (Instagram) e Neil Mohan (YouTube) são esperados para depor. O caso é acompanhado de perto, já que pode abrir caminho para outras ações que alegam que as redes sociais causam depressão, transtornos alimentares e outros problemas de saúde mental em usuários.
Os advogados dos demandantes usam a mesma estratégia que condenou a indústria do tabaco no passado, alegando que as redes sociais oferecem um produto nocivo e viciante. A defesa tentou impedir, sem sucesso, a comparação com o tabaco.
O caso central é o de K. G. M., uma jovem de 20 anos que alega ter sofrido danos mentais devido à dependência de redes sociais desenvolvida na infância. Segundo Matthew Bergman, do Social Media Victims Law Center, esta é a primeira vez que uma empresa de redes sociais enfrenta um júri por danos causados a menores.
As empresas de tecnologia se defendem com base na Lei de Decência nas Comunicações dos Estados Unidos, que as exime de responsabilidade pelo conteúdo publicado por usuários. No entanto, a acusação argumenta que o modelo de negócio das redes sociais, baseado em algoritmos que visam atrair atenção, é o culpado por conteúdos que prejudicam a saúde mental.




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