Temer minimiza polêmica sobre desfile em homenagem a Lula: ‘Sátira é tradição do Carnaval’
Ex-presidente defende liberdade artística e critica governo Lula por 'ilusionismo' e 'irresponsabilidade fiscal'.
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O ex-presidente Michel Temer minimizou a controvérsia em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Temer, a sátira política é uma tradição do carnaval brasileiro.
“A sátira política é parte da tradição do carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida”, afirmou Temer em nota divulgada à imprensa.
O desfile da escola de samba tem sido alvo de críticas da oposição, que acusa a agremiação de promover propaganda eleitoral antecipada para o atual presidente. O Partido Novo anunciou que pretende acionar a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou, acusando Lula de usar dinheiro público para fazer campanha antecipada para si mesmo.
Temer e a Crítica ao Governo Lula
Apesar do tom conciliador em relação ao desfile, Temer teceu críticas ao governo Lula, acusando-o de promover “ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência.”
O ex-presidente relembrou o desfile de 2018 da escola Paraíso do Tuiuti, que o retratou como um vampiro, em alusão às críticas à reforma trabalhista.
O Desfile e a Presença de Lula
A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial, apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, retratando a trajetória do presidente desde a infância em Pernambuco até o Palácio do Planalto.
Lula acompanhou o desfile no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), ministros e outras autoridades.
O Palácio do Planalto vetou a participação de ministros no desfile e o uso de verba pública, em meio a alertas de possíveis acusações de propaganda eleitoral irregular. Apenas a primeira-dama, Janja da Silva, foi liberada para participar.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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