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INTERNACIONAL

Sanae Takaichi assume como Primeira-Ministra do Japão e acende alerta sobre tensões com a China

Nova líder japonesa promete reforçar exército e economia, mas declarações sobre Taiwan elevam tensão com Pequim.

18/02/2026 às 10:20
3 min de leitura
Nova primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, faz um discurso político, em Tóquio

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A Câmara Baixa do Japão confirmou formalmente, nesta quarta-feira (18), Sanae Takaichi como Primeira-Ministra, após sua vitória nas eleições. Takaichi, de 64 anos, já havia feito história em outubro ao se tornar a primeira mulher a governar o país.

Após convocar eleições antecipadas, ela conquistou a maioria de dois terços para seu partido. Agora, assume o governo com a promessa de reforçar o Exército japonês e estimular a economia, mas suas declarações já acenderam um alerta sobre as relações com a China.

Tensão com a China

Em novembro, Takaichi sugeriu que o Japão poderia intervir militarmente se Pequim tentasse atacar Taiwan. A declaração gerou forte reação da China, que considera a ilha parte de seu território e não descarta o uso da força para anexá-la.

A disputa já afetou o turismo, com uma queda de 60,7% nas viagens de turistas chineses ao Japão em janeiro, segundo a Organização Nacional de Turismo japonesa. O governo chinês chegou a alertar seus cidadãos a não viajarem ao Japão devido à crise diplomática.

Novas medidas e desafios

O governo de Takaichi planeja criar uma Agência Nacional de Inteligência e iniciar discussões sobre uma lei antiespionagem. Além disso, a Primeira-Ministra prometeu reforçar as leis migratórias, mesmo diante da falta de mão de obra e do declínio populacional no país.

Em um discurso previsto para sexta-feira, Takaichi deve reafirmar a promessa de campanha de suspender por dois anos o imposto sobre o consumo dos alimentos, visando aliviar a inflação. A medida, no entanto, gerou temores nos mercados devido à enorme dívida japonesa.

Para acalmar os ânimos, Takaichi pretende manter uma política fiscal “responsável e proativa”, além de estabelecer uma meta de redução da dívida pública. Ela também anunciará a criação de um “conselho nacional” para discutir a tributação e o financiamento da Previdência Social.

A prioridade imediata é a aprovação do orçamento nacional para o ano fiscal que começa em 1º de abril. A coalizão de governo também pretende acelerar o debate sobre mudanças constitucionais e a revisão das regras da família imperial.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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