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INTERNACIONAL

Vaticano Recusa Participar do ‘Conselho da Paz’ Proposto por Trump

Santa Sé demonstra preocupação com a sobreposição de funções em relação à ONU na resolução de conflitos.

18/02/2026 às 09:19
3 min de leitura
Francesco Di Nitto (à esquerda), embaixador da Itália junto à Santa Sé, despede-se do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, após uma cerimônia que marcou o 97º aniversário do Pacto de Latrão com o Vaticano, em Roma, em 17 de fevereiro de 2026. (Foto de Andreas Solaro / AFP)

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O Vaticano anunciou nesta terça-feira (17) que não participará do “Conselho da Paz”, órgão internacional idealizado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé.

O cardeal Pietro Parolin enfatizou o papel central das Nações Unidas na gestão de crises internacionais, justificando a recusa do Vaticano em integrar o novo conselho. “Para nós, existem algumas questões críticas que precisam ser resolvidas”, declarou, sem especificar quais seriam essas questões.

Entenda o Conselho da Paz

Inicialmente, o “Conselho da Paz” foi concebido para monitorar a trégua em Gaza e a reconstrução do território após o conflito entre Hamas e Israel. No entanto, seu escopo se ampliou para incluir a resolução de diversos conflitos internacionais.

Essa ampliação gerou preocupações de que Trump estaria criando um órgão concorrente às Nações Unidas. Desde o lançamento da iniciativa no Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro, pelo menos 19 países assinaram a carta de fundação.

A adesão ao conselho exige uma contribuição de US$ 1 bilhão (R$5,22 bilhões) por parte dos membros permanentes, o que levou críticos a apontarem a possibilidade de o órgão se tornar uma versão “paga” do Conselho de Segurança da ONU.

Com informações da AFP.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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