Trump Define Prazo para Acordo com Irã e Alerta para Consequências
Em meio a tensões crescentes, Trump exige acordo em 10 dias e Netanyahu adverte sobre resposta 'inimaginável'.
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo de dez dias para decidir sobre a possibilidade de um acordo com o Irã. Caso não haja progresso, ele alertou para “coisas ruins”.
Washington e Teerã retomaram o diálogo no início de fevereiro, marcando a primeira interação desde o conflito de junho de 2025. Apesar de duas rodadas de conversas, a troca de ameaças persiste em um cenário de escalada militar, com os EUA reforçando sua presença no Oriente Médio e o Irã realizando exercícios navais com a Rússia no Mar de Omã.
“Não é fácil alcançar um acordo significativo com o Irã. Precisamos de um acordo substancial, ou coisas ruins acontecerão”, declarou Trump. Ele sugeriu que Washington pode ter que “ir um passo além” se um acordo não for alcançado, prevendo que uma decisão será tomada em breve.
Avisos e Reações
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, mencionou “muitos motivos e argumentos que poderiam ser invocados para um ataque contra o Irã”. Israel, aliado dos EUA e adversário do Irã, também elevou o tom. “Se os aiatolás cometerem um erro e nos atacarem, receberão uma resposta que nem sequer podem imaginar”, alertou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
O foco central da disputa é o programa nuclear iraniano. O Irã reafirmou “seu direito” ao enriquecimento de urânio para fins civis, em especial para geração de energia. “Nenhum país pode privar o Irã do direito de se beneficiar pacificamente dessa tecnologia”, afirmou Mohamad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã.
O Irã está “elaborando um marco” para avançar nas negociações com os EUA, retomadas com mediação de Omã. As partes divergem sobre o escopo das discussões. O Irã, que nega buscar armas nucleares, quer limitar as conversas ao seu programa nuclear e exige o fim das sanções.
Já Washington busca um acordo que inclua o programa de mísseis balísticos do Irã e o fim do apoio a grupos armados hostis a Israel. Redes como CNN e CBS reportaram que o Exército dos EUA está preparado para possíveis ataques contra o Irã, embora a decisão final dependa de Trump.
Diante da escalada, a Rússia apelou à moderação. O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, se reuniu com Rafael Grossi, diretor-geral do OIEA, responsável por verificar as atividades nucleares do Irã.
O Irã havia suspendido a cooperação com a ONU e restringido o acesso de inspetores após o conflito deflagrado por Israel no ano anterior, durante o qual os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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