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INTERNACIONAL

Ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol se desculpa após condenação à prisão perpétua

Após ser condenado por insurreição, Yoon pede desculpas por 'dificuldades' causadas por tentativa de lei marcial.

20/02/2026 às 09:49
3 min de leitura
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol (à direita), após ser acusado, chega a um tribunal para participar de uma audiência de revisão do seu mandado de prisão solicitado por promotores especiais em Seul, em 9 de julho de 2025. Os promotores sul-coreanos solicitaram um novo mandado de prisão em 6 de julho para deter o ex-presidente Yoon Suk Yeol, após interrogá-lo duas vezes, incluindo uma sessão que durou mais de nove horas. (Foto de KIM HONG-JI / POOL / AFP)

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O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pediu desculpas nesta sexta-feira (20), após ser condenado à prisão perpétua. A condenação ocorreu um dia antes, pelas “dificuldades” causadas por sua tentativa fracassada de impor a lei marcial em 2024.

Na quinta-feira (19), o Tribunal Central do Distrito de Seul declarou Yoon culpado de liderar uma insurreição em dezembro de 2024 com o objetivo de “paralisar” a Assembleia Nacional.

O político reconheceu que sua tentativa de instaurar o regime militar causou “frustração”, mas reiterou que foi uma medida tomada “unicamente para o bem da nação”.

“Peço sinceras desculpas ao povo pela frustração e pelas dificuldades que provoquei, devido às minhas próprias deficiências, apesar da minha determinação de salvar a nação”, afirmou em um comunicado divulgado nesta sexta-feira por meio de seu advogado.

Yoon considerou o veredicto do tribunal como “difícil de aceitar”, mas não informou se pretende apresentar um recurso.

Não está claro quando Yoon, de 65 anos, poderia ter direito a pleitear a liberdade condicional, embora a maioria dos presos que cumprem prisão perpétua geralmente tenha o direito de solicitá-la após 20 anos.

O juiz Ji Gwi-yeon afirmou que o então chefe de Estado enviou tropas ao edifício do Parlamento em uma tentativa de silenciar os opositores políticos que haviam frustrado seus esforços para governar.

A declaração da lei marcial desencadeou protestos repentinos, além de pânico no mercado, e pegou de surpresa aliados militares-chave, como os Estados Unidos.

Fonte: Jovem Pan News (AFP)

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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