Conflito na Ucrânia reacende tensões separatistas na Geórgia
Abecásia e Ossétia do Sul, com apoio russo, buscam separação, gerando preocupação em meio à guerra ucraniana.
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A guerra na Ucrânia, em seu quarto ano, trouxe à tona os movimentos separatistas em regiões da antiga União Soviética. Na Geórgia, Abecásia e Ossétia do Sul, territórios autoproclamados, buscam separação com o apoio de Moscou.
Internacionalmente, a maioria reconhece as regiões como parte da Geórgia, exceto Rússia e alguns aliados. A Geórgia, por sua vez, contesta os nomes Abecásia e Ossétia do Sul, preferindo Sukhumi e Tskhinvali, suas respectivas capitais.
Demandas Separatistas Distintas
As regiões possuem objetivos diferentes. A Ossétia do Sul almeja união com a Ossétia do Norte, parte da Rússia. Já a Abecásia busca o reconhecimento de sua independência.
Historicamente, a Rússia anexou a Ossétia do Sul em 1801, juntamente com a Geórgia. A Abecásia tornou-se protetorado russo em 1810 e foi capturada em 1867.
Com a dissolução da União Soviética em 1991, ambos os territórios entraram em conflito com a Geórgia. Ossétia do Sul declarou independência em 1991, e a Abecásia rompeu em 1992.
Na guerra da Geórgia em 2008, a Rússia apoiou Abecásia e Ossétia do Sul, reconhecendo suas independências e mantendo tropas nos territórios.
Relação da Ossétia do Sul com a Rússia
Segundo Fabrício Vitorino, pesquisador, a Ossétia do Sul mantém uma relação de integração “quase estrutural” com a Rússia, que garante segurança, financia o orçamento local e coordena defesa e política externa. Ele define a situação como um caso de forte irredentismo.
Vitorino explicou que o irredentismo busca a reunificação de um povo dividido, já que os ossétios do sul se veem como parte da mesma nação dos ossétios do norte, compartilhando língua e identidade histórica.
Preocupações Atuais
Kai Kenkel, professor de relações internacionais, avalia que Abecásia e Ossétia do Sul sentem “deslocamento” com a guerra na Ucrânia, temendo que o apoio russo tenha enfraquecido. Mesmo após o fim da guerra, a atenção russa pode não se voltar à Geórgia, aumentando a incerteza na região.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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