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POLÍTICA

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha; sessão termina em confusão

Decisão ocorre em meio a investigação sobre desvios no INSS e citações em mensagens apreendidas pela PF.

26/02/2026 às 16:50
3 min de leitura
lulinha

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A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A decisão ocorreu em meio a tumulto e discussões acaloradas entre os parlamentares.

A aprovação gerou um princípio de confusão entre os deputados Rogério Correa (PT-MG), Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). A sessão precisou ser interrompida e a transmissão da TV Senado foi suspensa.

O pedido para a quebra dos sigilos e a elaboração de relatórios de inteligência financeira (RIF) foi feito pelo relator Alfredo Gaspar. A medida tem como base citações a Lulinha em investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) no âmbito da Operação Sem Desconto.

Operação Sem Desconto

Essa operação investiga um esquema de descontos não autorizados que prejudicou milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. Mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontam para um repasse de R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, que seria uma referência a Lulinha, segundo os investigadores.

“A quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como o acesso ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de Fabio Luis Lula da Silva, tornam-se imperativos técnicos para a CPMI do INSS”, justificou o deputado Alfredo Gaspar.

Defesa de Lulinha se manifesta

Em nota, a defesa de Lulinha negou qualquer envolvimento do cliente com as fraudes investigadas. O advogado Guilherme Suguimori Santos informou que solicitou acesso à investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que Silva se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.

Além da quebra de sigilo de Lulinha, a CPMI aprovou outros 86 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo do Banco Master e convocações de novas testemunhas, como o ex-executivo do banco, Augusto Ferreira Lima. Também foram aprovadas as convocações do ex-deputado André Moura e da empresária Danielle Miranda Fontelles.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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