CPMI do INSS: Deputado acusa presidente Carlos Viana de ‘fraudar’ votação sobre Lulinha
Paulo Pimenta (PT-RS) alega quebra de decoro e promete levar o caso ao Conselho de Ética do Senado.
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Campo Grande (MS) – O clima esquentou na CPMI do INSS após a aprovação da quebra de sigilo bancário de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acusou o senador e presidente da CPMI, Carlos Viana, de “fraudar a democracia” durante a votação.
Em entrevista à Jovem Pan, Pimenta afirmou que a situação será levada ao Conselho de Ética do Senado. “Nós vamos representar contra ele num conselho de ética do Senado Federal por quebra de decoro parlamentar, violação do resultado de votação e por uma atitude desonesta, incompatível para um parlamentar, especialmente um senador da república”, declarou.
Alegada Falta de Provas
Questionado sobre sua oposição à quebra de sigilo, Pimenta argumentou que não há provas que liguem Lulinha ao caso investigado. “Existem milhares de documentos que chegaram à CPI, mas não existe nada que vincule o filho do presidente com a investigação de fraudes de descontos associativos do INSS e também sobre empréstimos consignados, que é o que a CPI trata”, justificou.
Segundo o deputado, Viana tinha conhecimento de que havia quatorze votantes, mas computou apenas sete votos. Pimenta classificou Viana como “o fraudador Carlos Viana” e expressou confiança de que a votação será anulada, com a recuperação das imagens da sessão.
Tumulto e Acusações de Agressão
A votação foi marcada por tumulto. Deputados governistas como Rogério Correa (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP) confrontaram o relator Alfredo Gaspar (União-AL), resultando em empurra-empurra e gritaria. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) alega ter sido agredido por Rogério Correa durante a confusão.
Contexto da Investigação
O nome de Lulinha aparece em decisão do STF que autorizou a Polícia Federal e a CGU a realizarem nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas. Mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema, citam repasses para “o filho do rapaz”, que os investigadores acreditam ser Lulinha.
Na mesma reunião, a CPMI aprovou outros 86 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo do Banco Master e novas convocações.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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