Ex-Presidente da Alerj e Ex-Deputado Indiciados por Ligação com o Comando Vermelho
PF acusa Rodrigo Bacellar e TH Joias de vazar informações para o tráfico e favorecer facção criminosa no Rio de Janeiro.
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A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias (MDB), por suspeitas de envolvimento com o Comando Vermelho (CV). A acusação inclui vazamento de informações sigilosas para beneficiar o tráfico de drogas.
Além de Bacellar e TH Joias, Flávia Júdice Neto, ex-assessora da Alerj e esposa do desembargador Macário Júdice Neto, também foi indiciada por supostamente repassar dados sensíveis de investigações a membros do CV. Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado, ambos ligados a TH Joias, também foram indiciados no mesmo inquérito.
Bacellar é suspeito de vazar informações da Operação Zargun, que prendeu TH Joias em setembro por ligação com o Comando Vermelho. TH Joias é acusado de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de negociar armas e equipamentos para a facção.
A suspeita de vazamento da Operação Zargun foi levantada pelo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, após indícios de tentativa de fuga e destruição de provas.
Operação Zargun e Esquema de Corrupção
As investigações da Operação Zargun revelaram um esquema de corrupção envolvendo a liderança do CV no Complexo do Alemão, agentes políticos e públicos, incluindo um delegado da PF e policiais militares. A organização criminosa, segundo a PF, infiltrou-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas.
Rodrigo Bacellar foi preso em 12 de dezembro no âmbito da Operação Unha e Carne, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A PF argumenta que Bacellar orientou TH Joias na remoção de objetos de sua residência, indicando envolvimento no encobrimento do investigado.
O advogado de Bacellar, Daniel Leon Bialski, classificou o indiciamento como “arbitrário e abusivo”, alegando falta de provas.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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