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INTERNACIONAL

Trump anuncia morte de Khamenei, mas Irã silencia sobre o falecimento do líder supremo

Presidente americano alega morte do aiatolá, figura central na política iraniana desde 1989. Silêncio oficial persiste.

01/03/2026 às 01:19
3 min de leitura
Manifestantes queimam imagens do aiatolá Ali Khamenei durante um protesto em solidariedade à revolta iraniana, organizado pelo Conselho Nacional da Resistência do Irã, em Whitehall, no centro de Londres, em 11 de janeiro de 2026, para protestar contra a repressão do regime iraniano ao acesso à internet e "reconhecer seu direito à autodefesa contra as forças do regime". Pelo menos 192 pessoas foram mortas em duas semanas de protestos contra o governo e a crise econômica no Irã, disse um grupo de direitos humanos no domingo, um aumento acentuado em relação ao número anterior de 51 mortos.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (28) a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. A informação, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelo Irã.

Trump publicou em sua rede social, Truth Social, que “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”. Até o momento, o governo iraniano não se manifestou sobre o suposto falecimento do líder de 86 anos.

Trajetória e Poder

Khamenei ascendeu ao poder em 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica, e desde então exerceu forte controle sobre o país. Sua liderança foi marcada pela repressão a diversos protestos e pela manutenção de um regime teocrático.

Ao longo de décadas, o líder supremo enfrentou e reprimiu manifestações como a mobilização estudantil de 1999, os protestos de 2009 após eleições presidenciais contestadas e a onda de contestação de 2019. Mais recentemente, sufocou o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, desencadeado em 2022-2023.

Ameaças e Proteção

Em meio a ameaças constantes de ataques, principalmente de Israel, Khamenei mantinha um perfil discreto, com aparições públicas raras e sob forte esquema de segurança. Nunca deixou o país desde que assumiu o poder, seguindo os passos de Khomeini.

Sua saúde era alvo de especulações, especialmente após ter o braço direito paralisado em uma tentativa de assassinato em 1981. Khamenei, proveniente de uma família humilde, teve um histórico de ativismo político que o levou à prisão durante o regime do xá Reza Pahlavi.

Apesar de ter sido eleito presidente em 1981, após o assassinato de Mohammad Ali Rajai, Khamenei não era inicialmente visto como o sucessor natural de Khomeini. No entanto, a destituição do então favorito, o aiatolá Hossein Montazeri, abriu caminho para sua ascensão ao poder.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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